sábado, 22 de janeiro de 2011

Mansidão


Mansidão

A mansidão que provém do conhecimento da verdade é sábia, por isso, humilde; porque é forjada entre o peso sobre bigorna e o cinzel que esculpe a imagem perfeita, o homem novo que se nos nasce da ciência dos santos.

“Renovai-vos, pois, no espírito do vosso entendimento, e revesti-vos do homem novo, criado segundo Deus na justiça e na santidade verdadeira” (Ef 4,23-24).

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”. Estas são palavras do Senhor Jesus, quando nos diz: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos pelo fardo do pecado e eu vos aliviarei”.

Somente o Senhor Jesus, pela graça do Espírito Santo, em nós, tem o poder de nos transformar em novas criaturas, pela renovação do nosso espírito, para que possamos discernir qual seja a vontade de Deus em nós, o que é bom, o que lhe agrada e o que é perfeito.

Ora, para estas coisas santas, só os mansos e humildes, os que crêem em Jesus, recebem o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes são filhos e filhas de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, (Gl 3,26), a condução amorosa do Espírito Santo (Rm 8,14) e/ou os que recebem em seu próprio coração o testemunho do Espírito Santo dado ao seu espírito, confirmando a filiação de filhos de Deus (Rm 8,16); herdeiros de Deus e co-herdeiro com Cristo Jesus. (Rm 8,17).

Aliás, o apóstolo João acrescenta: “Aquele que afirma permanecer em Cristo deve viver como ele viveu” (I Jo 2,6).

Ora, Jesus, cheio do Espírito Santo, anunciava o Reino de Deus, evangelizava os pobres, curava os corações doloridos, anunciava aos cativos a redenção e aos prisioneiros a liberdade. Além disso, curava a todos, ressuscitava os mortos e realizava sinais e prodígios na natureza, sobre a terra.

“Todo povo procurava tocá-lo, pois dele saía uma força que os curava a todos” (Lc 6,19).

Desse modo, quem crê em Jesus conforme as Escrituras, do seu interior jorrarão rios de água viva. (Jo 7,38).

Não é verdade que todo aquele que crê em Jesus fará também as obras que Jesus realizou? (Jo 14,12). E o Senhor Jesus ainda nos afirma: “e fará obras maiores que as que realizei; pois, tudo o que pedir ao Pai em meu nome lhe será concedido”. “E se pedir alguma coisa a mim, em meu nome, eu a farei” (Jo 14,14).

Por isso, “quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante de meu Pai que está nos céus” (Mt 10,32). Mas, “aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante de meu Pai que está nos céus” (Mt 10,13).

Prestemos bem atenção!... Todos os que, mesmo em nossos dias, caminham com o Senhor Jesus no coração, sob a condução amorosa do Espírito Santo, como filhos e filhas de Deus, trazem em si o múnus de Cristo. Por isso, se prestarmos bem ação, na grande maioria desses filhos amados do Pai, o Senhor Jesus tem realizado, através deles, muitas curas, libertações, milagres, sinais e prodígios.

Dizemos isso, porque, eu e minha esposa, durante cerca de quarenta anos que caminhamos unidos ao Senhor, juntamente com bom número de irmãos e irmãs, igualzinho a nós, sabemos, através da comunhão de filhos e filhas de Deus, como o Senhor Jesus, através de todos seus filhos e filhas, realizou e ainda realiza grandes coisas: curas, milagres e libertações, as quais não nos convêm narrar e nem o saberíamos corretamente, pois, somos apenas instrumentos pequeninos, simples, humildes e, quantas vezes desprezíveis aos olhos de quantos deveriam se juntar a nós, para que na alegria da unidade do amor, continuemos sempre juntos, sob a mesma unção divina, cantando e celebrando em nossos corações os louvores do Senhor.

Você já imaginou se na Santa Missa, que é a maior oração da Igreja Una Santa, Católica e Apostólica, logo após a comunhão do Corpo de Cristo, fosse reservado quinze minutos para uma oração de cura e libertação, através do sacerdote e, quem sabe, de leigos que possuem a unção da condução amorosa do Espírito Santo? Por que dizemos isso com tamanha convicção? Por causa do batismo que Jesus realiza no Espírito Santo e com fogo (Mt 3,11b).

É a partir dai que se cumprirá, ainda hoje, o que o Senhor Jesus disse aos apóstolos, antes de ser elevado aos céus: “mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que descerá sobre vós, e me sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até as extremidades da terra” (At. 1,8). Ai de nós se não formos verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus Cristo, o único Senhor de nossa Salvação e ressurreição!...

Você se lembra como a Renovação Carismática Católica começou? Foi durante o Concílio Vaticano II, no princípio dos anos sessenta, através da oração do Papa João XXIII: Envia Senhor, um novo Pentecostes sobre a tua Igreja!... Foi em resposta a essa oração de sua Igreja que Deus derramou sobre ela, mais uma vez, a plenitude de sua graça e a efusão do seu divino Espírito.

João C. Porto

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

A Revelação Divina



A Revelação Divina
A revelação de Deus nos vem ao coração, através de duas vertentes:
a) A razão natural pela qual o homem pode, através das coisas criadas, perscrutando inclusive seus movimentos e o canto das belezas naturais, obras da sabedoria que as criou, encontrar-se, de alguma forma, com o Criador.
“São insensatos por natureza todos os que desconheceram Deus, e, através dos bens visíveis, não souberam conhecer aquele que é, nem reconhecer o artista, considerando suas obras. Tomaram o fogo, ou o vento, ou o ar agitável, ou a esfera estrelada, ou a água impetuosa, ou os astros dos céus, por deuses, regentes do mundo. Se tomaram essas coisas por deuses, encantados pela sua beleza, saibam, então, quanto seu Senhor prevalece sobre elas, porque é o criador da beleza que fez essas coisas. Se o que os impressionou é sua força e seu poder, que eles compreendam, por meio delas, que seu criador é mais forte, pois é a partir da grandeza e da beleza das criaturas que, por analogia, se conhece seu autor. Contudo, estes só incorrem numa ligeira censura, porque, talvez, tenham caído no erro procurando Deus e querendo encontrá-lo: vivendo entre suas obras, eles as observam com cuidado, e porque eles as consideram belas, deixam-se seduzir pelo seu aspecto. Ainda uma vez, entretanto, eles não são desculpáveis, porque, se eles possuíram luz suficiente para poder perscrutar a ordem do mundo, como não encontraram eles mais facilmente aquele que é seu Senhor?” (Sb 13,1-9).
Pôs o seu olhar nos seus corações para mostrar-lhes a majestade de suas obras, a fim de que celebrassem a santidade do seu nome, e o glorificassem por suas maravilhas, apregoando a magnificência de suas obras. Deu-lhes, além disso, a instrução; deu-lhes a posse da lei da vida; concluiu com eles um pacto eterno e revelou-lhes a justiça de seus preceitos” (Eclo 17,7-10).
“Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar” (Rm 1,20).
“Já que o mundo, com sua sabedoria, não reconheceu a Deus na sabedoria divina, aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura de sua mensagem” (I Cor 1,21).
“O Deus, que fez o mundo e tudo o que nele há, é o Senhor do céu e da terra, e não habita em templos feitos por mãos humanas. Nem é servido por mãos de homens, como se necessitasse de alguma coisa, porque é ele quem dá a todos a vida, a respiração e todas as coisas. Ele fez nascer de um só homem todo o gênero humano, para que habitasse sobre toda a face da terra. Fixou aos povos a ordem dos tempos e os limites da sua habitação. Tudo isso para que procurem a Deus e se esforcem por encontrá-lo como que às apalpadelas, pois na verdade ele não está longe de cada um de nós. Porque é nele que temos a vida, o movimento e o ser, como até alguns dos vossos poetas disseram: “Nós somos também de sua raça...” Se, pois, somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra lavrada por arte e gênio dos homens” (At. 17,24-29).
b) Pela inspiração reveladora do Espírito de Deus, que preenche o céu, a terra e todo o universo e, de forma muito própria de si mesma, ilumina nossos corações, porque somos aqueles que, como imagens vivas e perfeitas de Deus, Ele os criou, os formou e os fez para sua glória.
“Temos esta confiança em Deus, por Cristo; não que sejamos capazes por nós mesmos de pensar alguma coisa (sobrenaturalmente boa), como vinda de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus”, (II Cor 3,4-5).
Ora, através da razão natural, pelas coisas criadas,.conhecemos a Deus e, pela razão sobrenatural, recebemos do Senhor Jesus o entendimento, para conhecermos todas as coisas reveladas pelo Espírito Santo, conhecendo, assim, a Deus e a extensão de sua vontade em nossos corações.
“Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o verdadeiro. E estamos no verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5,20)
O Senhor, nosso Deus, ensina-nos todas as coisas, através do Espírito Santo que se nos habita na alma, no espírito, no coração e em todo nosso ser. O que faz a diferença é sabermos separar as coisas que estão em nós mesmo; isto é, o que é próprio do espírito do homem, do que provém do Espírito de Deus.
“Pois quem conhece as coisas que há no homem, senão o espírito que nele reside? Assim também as coisas de Deus ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus” (I Cor 2,11).
O pecado, infelizmente, criou esse abismo dentro de nós: o que o espírito do homem conhece é a ciência própria do mundo. Mas, todo homem que possui o Espírito Santo, que o recebeu através do batismo na Igreja do Senhor Jesus, é ensinado por Deus e não por homens (Jr 31,34) e, de quebra, recebe o perdão de todos os pecados; porque Deus mesmo é quem apaga todas as nossas faltas, por amor de si mesmo. (Is 43,25).
Por isso, S. Paulo nos escreve, dizendo: “Ora, nós não recebemos o espírito do mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, que nos dá a conhecer as graças que Deus nos prodigalizou e que pregamos numa linguagem que nos foi ensinada não pela sabedoria humana, mas pelo Espírito, que exprime as coisas espirituais em termos espirituais” (I Cor 2,12-13).
Portanto, é importíssimo viver, por experiência de vida amoroso do Espírito Santo, em nossos corações, a fé, a viva esperança e a graça do conhecimento relativo ao tripé da revelação divino:
a) As Sagradas Escrituras.
“Toda Escritura, divinamente, inspirada por Deus, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, apto para toda obra boa” (II Tm 3,16-17).
b) A Sagrada Tradição.
“Permanecei, pois, constantes, irmãos, e conservai as tradições, que aprendestes, ou por nossas palavras ou por nossa carta” (II Ts 2,14 = Vulgata).
c) O Magistério da Igreja.
“Se não ouvir, dize-o à Igreja. Se não ouvir a Igreja, considera-o como um gentio e um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligares sobre a terra, será ligado no céu; e tudo o que desatardes sobre a terra, será desatado no céu” (Mt 18,17-17)
João C. Porto

sábado, 8 de janeiro de 2011

Mistério da Redenção


Mistério da Redenção

Este é o texto mais importante do Novo Testamento:

“Deus o destinou para ser, pelo seu sangue, vítima de propiciação mediante a fé. Assim ele manifesta sua justiça; porque no tempo de sua paciência, ele havia deixado sem castigo os pecadores anteriores” (Rm 3,25)

Ora, morrendo na cruz, Cristo obteve para nós:

1) Reparação digna e perfeita de todos os pecados: passados, presentes e futuros:

“Se, quando éramos ainda inimigos, fomos reconciliado com Deus pela morte de seu Filho, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5,10).

“Porque aprouve a Deus fazer habitar nele toda a plenitude e, por seu intermédio, reconciliar consigo todas as criaturas, por intermédio daquele que, ao preço do próprio sangue na cruz, restabeleceu a paz a tudo o que há na terra e no céu” (Cl 1,19-20).

2) Restauração da vida sobrenatural dando aos homens o direito de se tornarem filhos de Deus, e herdeiros de Deus, nos céus, pela visão beatífica:

“Mas, a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus” (Jo 1,12-13).

“E, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, contanto que soframos com ele, para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8,17).

“Oferecei vossos sacrifícios com sinceridade e esperai no Senhor. Dizem muitos: “Quem nos fará ver a felicidade?”“ Fazei brilhar “sobre nós, Senhor, a luz de vossa face” (Sl 4,6-7).

3) Merecimentos das graças necessárias para a salvação. Toda a graça procede da morte redentora de Cristo:

“e do qual temos recebido a graça e o apostolado, a fim de levar, em seu nome, todas as nações pagãs à obediência da fé” (Rm 1,5).

“e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo”. (Rm 3,24).

“Assim como o pecado reinou para a morte, assim também a graça reinaria pela a justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 5,21).

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós (armou a sua tenda no meio de nós), e vimos a sua glória, a glória que um Filho único recebe do seu Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1,14).

“Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,16-17).

Assim, a paixão de Cristo tornou possível a todos:

a) Ação de graça

“Principalmente, dou graças a meu Deus, por meio de Jesus Cristo, por todos vós, porque em todo o mundo é preconizada a vossa fé” (Rm 1,8).

b) A paz

“Justificados, pois, pela fé, temos a paz com Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 1,5).

“Ele é nossa Paz” (Ef 2,14b).

c) O verdadeiro culto a Deus

“Àquele que é poderoso para vos confirmar segundo o meu Evangelho, na pregação de Jesus Cristo – conforme a revelação do mistério, guardado em segredo durante séculos, mas agora manifestado por ordem do eterno Deus e, por meio das Escrituras proféticas, dado a conhecer a todas as nações, a fim de levá-las à obediência da fé –, a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém”. (Rm 16,25-27).

Pequeno ensino do Pe. Pedro Maria.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

B A T I S M O


Batismo

A palavra batismo vem do grego baptizein, e, etimologicamente, quer dizer imersão, isto é, ato de mergulhar na água, ato de banhar. O batismo obedece a uma ordem do Senhor Jesus Cristo (MT 28,19).

O Senhor Jesus, depois da ressurreição e antes de subir ao céu, assim falou aos seus apóstolos: “João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias” (At. 1,5). Então os apóstolos fizeram-lhe uma pergunta: “Senhor, é porventura agora que ides restaurar o reino de Israel?” Jesus respondeu-lhes: “Não vos pertence a vós saber os tempos nem os momentos que o Pai fixou em seu poder; mas, recebereis a virtude do Espírito Santo que descerá sobre vós, e me sereis testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia, na Samaria e até as extremidades da terra” (At 1,6-8).

Não nos esqueçamos: qual o testemunho que, como batizados que somos, deveremos dar sobre a pessoa de Jesus como nosso único e suficiente Salvador (Mt 10,32-33)?

Ora, conforme o anúncio de João Batista, Jesus é quem nos batiza no Espírito Santo e em fogo. (Mt 3,11b). Este batismo, no princípio da Igreja, corresponde à descida do Espírito Santo no Cenáculo, que veio sobre os apóstolos e a Virgem Maria, todos reunidos em oração sob a expectativa do Pentecostes.

O Pentecostes, retorno do Espírito Santo ao coração da comunidade cristã, e, de modo especial, aos corações dos filhos e filhas de Deus, a partir do novo nascimento (Jo 1,11-13; 3,1-18), à filiação adotiva conforme fora prometida.

Hoje, na Igreja, embora o batismo seja um só (Ef 4,5), corresponde aos momentos da efusão do Santo Espírito de Deus.

1. Através do batismo das criancinhas, os recém-nascidos.

2. Nos momentos em que recebemos a efusão dos carismas; Isto é, a unção e o derramamento de dons e virtudes.

3. Por ocasião do batismo nos Seminários de Vida no Espírito Santo.

Estas três fases ou momentos de efusão do Espírito de Deus correspondem às maravilhosas manifestações do crescimento da vida espiritual dos que nascem da água e do Espírito (Jo 3,5)

Vejamos este maravilhoso testemunho através da imposição das mãos do apóstolo Paulo: São Paulo chegou a Éfeso, onde encontrou alguns discípulos e indagou deles: “Recebestes o Espírito Santo, quando abraçaste a fé? Eles responderam-lhe: “Não, nem sequer ouvimos dizer que há um Espírito Santo! “Então em que batismo fostes batizados? Disseram: “No batismo de João”. Paulo, então, replicou: “João só dava um batismo de penitência, dizendo ao povo que cresse naquele que havia de vir depois dele, isto é, em Jesus. E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles, e falavam em línguas estranhas e profetizavam. Eram ao todos doze homens” (At. 19,1-7).

Hoje, é semelhante ao que acontece a partir dos Seminários de Vida no Espírito Santo, e até mesmo em grupos de oração. Quanto mais invocamos o Espírito Santo: vinde Espírito Santo, vinde aquecer-me no fogo do vosso amor, Vinde Espírito criador, vinde renovar todo o meu ser, vinde Espírito consolador, vinde consolar os corações embriagados do vosso amor, vinde Pai dos pobres, vinde luz dos corações: “o que é fragilidade em nosso corpo, revigora com teu vigor!” Vinde... vinde... Santifica minha alma, meu espírito, meu coração e todo o meu ser... Assim, sob a ascese da devoção ao Espírito Santo, vamos crescendo na fé, na esperança, na caridade do amor do Pai e do Filho e nas virtudes de suas perfeições.

Ora, pela fé, a caridade, o exercício dos carismas, virtudes e a prática dos frutos de vida eterna, o batismo do Espírito Santo tornar-se-á a via de intimidade e amizade pela qual conversamos constantemente com o Senhor, nosso Deus e com seu Filho Jesus Cristo; pois Ele, Jesus, é quem nos ministeria ao anúncio do Evangelho da Salvação e à vida sob a condução amorosa do Espírito Santo.

Você não gostaria de conhecer estas coisas? Leia a Bíblia Sagrada!... Venha, se assim o desejar, conversar conosco!... Procure na Igreja do Senhor Jesus – Igreja Católica -, o Sacerdote, principalmente, aqueles que tenham essa experiência viva de intimidade de coração com o Senhor Jesus; uma experiência de cura e libertação. Se me permitem, eu lhes afirmo que todos os sacerdotes são santos ungidos de Deus, mormente aqueles que possuem experiência de vida sob a direção amorosa do Espírito Santo.

Ora, se nós, leigos, homens e mulheres, pequeninos como somos, o Senhor nos dá o sabor de sua palavra (Jr 15,16; Sl 118,103), sua intimidade de corações ungidos do seu amor; então, posso imaginar a partir do que a palavra de Deus diz acerca do sacerdote: “Os lábios dos sacerdotes serão os guardas da ciência; da sua boca se há de aprender a lei, porque ele é um anjo do Senhor dos exércitos” (Ml 2,7 – Vulgata).

Por que então Maria de Nazaré, na Magnífica, disse estas palavras: “O Senhor fez em mim maravilhas?”

É que o Senhor profetizou para todos os povos do mundo inteiro: “Depois disso, acontecerá que derramarei o meu Espírito sobre todo o ser vivo: vossos filhos e vossas filhas profetizarão; vossos anciãos terão sonhos, e vossos jovens terão visões. Naqueles dias derramarei também o meu Espírito sobre os escravos e as escravas” (Jl 3,1-2). “Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor” (Am 8,11).

Por ser muito extenso o assunto, terminamos, aqui, com mais um evocação divina: “A Escritura diz: “Desperta, tu que dormes! “Levanta-te dentre os mortos e Cristo te iluminará” (Ef 5,14).

João C. Porto.

sábado, 25 de dezembro de 2010

O Espírito Santo: Curso da Bíblia Sagrada



CBS – 04
O E S P Í R I T O S A N T O
01. Quem é o Espírito Santo?
É a terceira pessoa da Santíssima Trindade. Ele corresponde ao amor do Pai e do Filho; o Espírito que nos foi dado por Deus, em o nome do Seu Filho amado, para difundir largamente em nossos corações a caridade do amor que aperfeiçoa e santifica nossas almas.
02. Como a gente pode concluir essa afirmativa?
A partir da santa palavra de Deus, observando o que Jesus Cristo nos ensinou:
“Ide, pois, ensinai todas as gentes, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19).
Os apóstolos também, em suas pregações, falaram das três pessoas da Trindade Santa:
“A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, a caridade de Deus e a comunhão do Espírito Santo estejam com todos vós” (II Cor 13,13).
Assim, observamos nos versículos citados que Deus é a unidade de três pessoas distintas:
Ele é o Pai;
Ele é o Filho, Jesus Cristo;
Ele é, também, o Espírito Santo.
Cada uma dessas pessoas divinas corresponde às virtudes ou atributos do próprio Deus onipotente, único e verdadeiro: El Shaddai.
Por isso é que São Paulo nos ensina que Jesus Cristo é a fonte de todas as graças: “A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo...” (II Cor 13,13). Nesse mesmo versículo, ele nos afirma ainda que o amor procede do Pai, e que ao Espírito Santo pertence à comunicação e, certamente, a unidade, a comunhão de todas as ações do amor do Pai e do Filho.
Dessa forma, é justo que atribuamos ao Pai o poder da vontade criadora:
“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” (Gn 1,26).
Do mesmo modo, devemos atribuir ao Filho o poder da sabedoria, pelo qual tudo foi criado, consoante a vontade do Pai, a sabedoria do Filho e a ação de realizar tudo, na vontade e na sabedoria de Deus, que é do próprio Espírito Santo:
“Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada foi feito” (Jo 1,3).
E ao Espírito Santo devemos atribuir a ação realizadora de Deus, mediante a qual, o Pai e o Filho criam tudo, fazem tudo e renovam todas as coisas.
“A terra, porém, estava informe e vazia, e as trevas cobriam a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava sobre as águas” (Gn 1,2).
“O Espírito de Deus me fez e a inspiração do Todo-poderoso me deu Vida” (Jó 33,4).
“Eis que renovarei todas as coisas” (Ap 21,5).
Na verdade, quando Deus realiza qualquer obra do seu infinito amor, o que é feito é fruto do trabalho das três pessoas santas, isto é, do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Quando separamos as três tarefas da obra de Deus e as relacionamos com as três pessoas trinas, certamente o fazemos por efeito didático, visto que se dissermos que o Pai criou, o Filho salvou e o Espírito Santo é quem santifica todas as coisas feitas e salvas, então, o entendimento chega mais fácil ao coração.
Assim são três o momento em que a eternidade de Deus operou e ainda opera, hoje, sobre a terra: na criação, na salvação do homem e na santificação de nossas almas.
Nesta lição, estamos falando desse último momento da operação de Deus sobre a terra, a qual se refere à santificação do homem espiritual. Esta é uma obra que se faz como conseqüência da ação do amor de Deus, isto é, é uma obra do Espírito Santo.
Este período da atividade do Espírito Santo de Deus em nossos corações vem desde o dia de Pentecostes e vai até a segundo vinda gloriosa do Senhor Jesus à terra. (I Ts 4,13-18)
03. Que profecias do Antigo Testamento falam melhor desse momento do derramar do Espírito Santo sobre nós?
“Eu vos retirarei do meio das nações, eu vos reunirei de todos os lugares, e vos conduzirei ao vosso solo. Derramarei sobre vós águas puras, que vos purificarão de todas as vossas imundícies e de todas as vossas abominações. Dar-vos-ei um coração novo e em vós porei um espírito novo; tirar-vos-ei do peito o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne. Dentro de vós meterei meu espírito, fazendo com que obedeçais às minhas leis e sigais e observeis os meus preceitos. Habitareis a terra de que fiz presente a vossos pais; sereis meu povo, e serei vosso Deus” (Ez 36,24-28)
“Eis a aliança que, então, farei com a casa de Israel – oráculo do Senhor – Incutir-lhe-ei a minha lei; gravá-la-ei em seu coração. Serei seu Deus e Israel será o meu povo. Então ninguém terá encargo de instruir seu próximo ou irmão, dizendo: “Aprende a conhecer o Senhor”, porque todos me conhecerão, grandes e pequenos – oráculo do Senhor –, pois a todos perdoarei as faltas, sem guardar nenhuma lembrança de seus pecados” (Jr 31,33-34).
“Depois disto, acontecerá que derramarei o meu espírito sobre toda a carne, e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão; os vossos velhos serão instruídos por sonhos, e os vossos jovens terão visões. Derramarei, também, naqueles dias, o meu espírito sobre os meus servos e sobre as minhas servas. Acontecerá que todo o que invocar o nome do Senhor será salvo, porque, sobre o monte Sião e em Jerusalém, haverá um resto, como o Senhor disse, e entre os sobreviventes estarão os que o Senhor tiver chamado” (Jl 3,1-2.5)
“Eis que vem o tempo, diz o Senhor, em que eu enviarei fome sobre a terra: não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir a palavra do Senhor” (Am 8,11).
Ora, no princípio da plenitude dos tempos, em que vivemos para a consumação da obra salvífica e a santificação dos filhos e filhas de Deus, o Senhor Jesus Cristo, ressuscitado, mas antes de subir aos céus, disse aos seus apóstolos: “Eu vos mandarei o prometido do meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto” (Lc 24,49).
Como se observa, Deus falou pelos profetas sobre o derramar de sua graça por seu Filho Jesus, para a salvação de todos os homens. Também, de forma muito carinhosa e cheia de amor, Ele falou sobre a ação reveladora e santificadora, pela qual todos seriam, nos tempos da plenitude, envolvidos graciosamente pelo amor do Pai e do Filho, amor esse que é o próprio Espírito Santo de Deus. Assim, tudo o que recebemos de Deus é gratuito (Jo 1,17). Jesus é a fonte das graças porque nos veio de graça e corresponde, por isso, à benevolência de Deus.
Cremos que, quando o Pai apresentou Jesus às margens do Jordão, definiu claramente a bondade do Seu coração: “Este é o meu Filho amado, no qual pus as minhas complacências” (Mt 3,17b); e na transfiguração: “Este é o meu Filho dileto, ouvi-o” (Lc 9,35b).
Com isso, podemos ter certeza de que Deus estava preparando as realizações de Suas promessas pentecostais, isto é, anunciando para nós que já não suportava mais ver o sofrimento da humanidade e ver, sobretudo, o nosso coração longe do Seu Santo Espírito, coração endurecido como pedra, insensível, portanto, ao Seu apelo de Pai misericordioso. Bondoso que é, malgrado nossas fragilidades, desejava colocar dentro de nós o selo de Sua eternidade (Jo 6,27b), porque somente o Espírito tinha o poder de Deus em si, de refazer, de reconstruir, de regenerar, de renovar e modelar, o nosso interior, restabelecendo de forma definitiva a sua imagem e semelhança segundo a qual nos fez no paraíso, e que Satanás, com seus enganos e nosso auxílio, havia destruído.
Assim, o Espírito Santo nos veio por Jesus. Ele é o outro advogado prometido, o Paráclito que veio, não apenas para nos defender, proteger e consolar, mas, sobretudo, nesse mister, nos ensinar todas as coisas e recordar dentro do nosso coração tudo quanto Jesus falou (Jo 14,26). É por isso que João Batista nos declara que Jesus Cristo é o único que batiza no Espírito Santo e com fogo (Mt 3,11b).
O Espírito Santo, como se pode concluir é a fonte das águas vivas. Como fonte é a unidade e a comunicação, de onde as águas se derramam através dos áridos desertos, para torná-los verdejantes e floridos, e para que dêem frutos apreciáveis aos olhos de Deus e dos homens, e para que agradem ao paladar dos que têm fome.
Nas águas do amor infinito, firme e invencível de Deus, é que somos, pelo sangue da regeneração de Cristo Jesus, lavados, purificados, renovados, transformados, regenerados, e, consequentemente, santificados (Ap 22,17).
“Em verdade, em verdade te digo que quem não renascer da água e do Espírito Santo não pode entrar no Reino de Deus” (Jo 3,5).
04. Que faz o Espírito Santo sobre a terra, no coração do homem?
Através da nossa adesão ao Senhor Jesus e pelo batismo do Espírito Santo na Santa Igreja do Senhor – Igreja, Una Santa, Católica e Apostólica – sela-nos com o selo do Paráclito que nos fora prometido (Ef 1,13; 4,30), e santifica a nossa alma, pois sem a santificação é impossível ver a Deus. (Hb 12,14).
Aliás, o próprio Jesus, no sermão da montanha, declara bem-aventurados os corações puros, porque, diz ele, verão a Deus (Mt 5,8). Ora, um coração puro é fruto da santificação do Espírito Santo.
05. De que forma o Espírito Santo trabalha em nós para nos santificar?
Através dos dons espirituais.
06. Que dons são esses?
O Espírito Santo é a fonte dos dons, carismas, virtudes e frutos do Pai e do Filho, visto que é o amor de ambos.
Os dons distribuídos livremente e de forma gratuita pelo Espírito Santo, são de duas ordens:
- dons infusos ou de santificação;
- dons carismáticos ou de serviços.
07. Quais são os dons de santificação?
“Repousará sobre ele o Espírito do Senhor, espírito de sabedoria e de entendimento, espírito de conselho e de fortaleza, espírito de ciência e de piedade; e será cheio do espírito do temor do Senhor” (Is 11,2).
Como observamos nesta citação do profeta Isaías, são sete os dons de santificação.
Através desses dons o Espírito Santo não apenas santifica nossa alma, mas, também, nos move relativamente ao aperfeiçoamento das virtudes:
- Sabedoria (Caridade)
- Entendimento (Fé)
- Conselho (Prudência)
- Fortaleza (Fortaleza)
- Ciência (Fé e Caridade)
- Piedade (Justiça)
- Temor de Deus (Temperança e Esperança)
08. Quais são os dons carismáticos?
São nove os dons ou carismas enumerados por São Paulo (I Cor 12,8-10).
- dom da linguagem da sabedoria;
- dom da linguagem da ciência;
- dom da fé;
- dom das curas;
- dom de operar milagres;
- dom da profecia;
- dom do discernimento dos espíritos;
- dom da variedade de línguas;
- dom da interpretação das línguas.
09. Como o Espírito Santo trabalha em nós através desses dons?
Os dons de santificação nós os recebemos na oportunidade do nosso batismo. Assim, o Espírito Santo se apodera dos dons infusos e opera em cada um daqueles que querem e se abrem à ação da graça, para a santificação das faculdades de nosso espírito:
- Inteligência;
- Vontade;
- Memória;
- Imaginação;
- Afetividade.
A santificação dessas potências interiores do nosso espírito é obra da exclusiva competência do Espírito Santo. De nossa parte, apenas desejamos e aquiescemos que o Paráclito faça crescer em nós, com a nossa indispensável ajuda, a vida em Cristo, a vida eterna.
O que dissemos, em outras palavras, é que o Espírito Santo, através dos dons da sabedoria, do entendimento, do conselho e da ciência, santifica as áreas de nossa inteligência e de nossa vontade, e, com os dons da fortaleza, da piedade e do temor de Deus, santifica as áreas da memória, imaginação e afetividade.
Como podemos observar com quatro dons infusos o Espírito Santo opera em nós pelas faculdades da inteligência e da vontade, e, com os três restantes, opera em nós pelas faculdades da memória, imaginação e afetividade. Estas cinco faculdades ou potências interiores são próprias do espírito do homem. Nuns e noutros dons, o Espírito Santo nos move na direção da Santificação e do aperfeiçoamento espiritual de nossa alma. De um lado, ele torna nossa inteligência hábil na virtude da fé, e por outro lado, ele fortalece nossa vontade, aperfeiçoando-a na virtude da caridade do amor de Deus.
10. Então, de que dons o Espírito Santo se utiliza para a santificação e o aperfeiçoamento de nossas faculdades espirituais?
Pela inteligência e vontade, Ele nos santifica mediante os dons da sabedoria, do entendimento, do conselho e da ciência. Pela memória, imaginação e afetividade, Ele nos santifica através dos dons da fortaleza, da piedade e do temor de Deus. É, pois, uma obra do amor de Deus, a qual nos leva, contando com a nossa indispensável colaboração, à santificação e ao aperfeiçoamento espiritual de cada um, individualmente. É dessa forma que o Espírito Santo esculpe nosso interior mais íntimo e profundo a imagem e semelhança de Deus.
Por outro lado, os carismas ou dons carismáticos são dons de serviços. São concedidos pelo Espírito Santo a quem Deus quer, para que, através deles, o Senhor Jesus opere no seio de Sua Igreja, para o bem comum de todos os que fazem à comunidade cristã.
Nesse sentido, todos a quem o Espírito Santo concede dons carismáticos são meros instrumentos, livres e disponíveis nas mãos do Senhor, através dos quais Jesus Cristo faz passar Sua graça, para operações diversas do Espírito, tanto no âmbito da libertação, como no da cura espiritual, física e psíquica.
“Assim também vós, depois de terdes feito tudo o que vos foi ordenado, dizei: somos servos como quaisquer outros; fizemos o que deveríamos fazer” (Lc 17,10).
Com efeito, D. Luiz M. Martinez, no seu livro “O Espírito Santificador”, nos diz que “somente o Espírito Santo, entrando no mais íntimo do nosso ser, possui-nos e se deixa possuir por nós e, no divino abraço de amor, realiza em nossas almas a luminosa transformação que deseja”.
O Espírito Santo, na verdade, se torna conhecido por todos aqueles que buscam viver o amor de Deus, como o amor do Pai e do Filho. Nesse sentido, costuma-se afirmar que são três as obras do amor do Espírito Santo:
- a regeneração;
- a revelação;
- a santificação.
Como já dissemos de outra forma, o Espírito Santo é o único espírito que pode tocar o nosso espírito, santificando-nos e transformando-nos em preciosos instrumentos da vontade e da sabedoria de Deus. É pela graça que nos salvou mediante a fé em Cristo (Ef 2,8), santifica os que Deus quer (Jo 6,27), conduzindo-os concomitantemente ao refinamento da vida de fé, de esperança e de amor; criando em cada um de seus filhos ornamentos próprios do selo eterno de Deus, quais sejam: os frutos ou virtudes espirituais, valores que somente Ele, com o Pai e o Filho pode realizar no coração daqueles que, ardentemente, buscam ser discípulos do Divino Mestre.
Concluindo, podemos afirmar que dons, virtudes, frutos e ministérios são da amorosa obra santificadora do Espírito Santo, concedidos aos filhos de Deus, para a conversão, a santificação e as obras do amor eterno de Deus, junto aos irmãos, visto que todo o cristão deve estar sempre cheio do Espírito Santo.
Entretanto é importante, observar a realização dessa obra santificadora, como se pode dividir na forma que o faz São Paulo, a participação conjunta de cada pessoa da Santíssima Trindade, conforme os versículos que se seguem:
“Há diversidade de dons, mas um só Espírito. Os ministérios são diversos, mas um só é o Senhor. Há também diversas operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos” (I Cor 12,4-6).
QUESTIONÁRIOS PARA REFLEXÃO E APROFUNDAMENTO
11. A quem é prometido o dom do Espírito Santo?
Evangelho de S. João – Cap. 1, Vers. 12 (Jo 1,12)

12. Quem recebe o dom do Espírito Santo?
a) Evangelho de S. João – Cap. 7, Vers. 37-39 (Jo 7,37-39)
b) Atos – Cap. 11, Vers. 17 (At. 11,17)
13. Como se recebe este dom maravilhoso?
a) Epístola aos Gálatas – Cap. 3, Vers. 14 (Gl 3,14)
b) Epístola aos Efésios – Cap. 1, Vers. 13 (Ef 1,13).
14. Quando a gente recebe?
Atos – Cap. 2, Vers. 38-39 (At. 2,38-39)
15. Somos habitação do Espírito Santo?
a) I Epístola aos Coríntios – Cap. 3, Vers. 16 (I Cor 3,16)
b) II Epístola a Timóteo – Cap. 1, Vers. 14 (II Tm 1,14).
16. O que um cristão autêntico deve saber?
I Epístola aos Coríntios – Cap. 6,19 (I Cor 6,19).
17. Qual a ação do Espírito Santo no coração cristão?
a) Evangelho de S. João – Cap. 14, Vers. 26 (Jo 14,26).
b) Evangelho de S. João – Cap. 16,13-14 (Jo 16,13-14).
18. Que faz o Espírito Santo em favor do cristão?
Epístola aos Romanos – Cap. 8, vers. 26-27 (Rm 8,26-27).
19. Qual é a ação do Espírito Santo no mundo?
Evangelho de S. João – Cap. 16, Vers. 8-9 (Jo 16,8-9).
20. O que não se deve fazer, segundo os versículos abaixo?
a) Evangelho de Marcos – Cap. 3, Vers. 28-30 (Mc 3,28-30).
b) Atos dos Apóstolos – Cap. 5, Vers. 3 (At. 5,3).
c) Atos dos Apóstolos – Cap. 5, Vers. 9 (At. 5,9).
d) Atos dos Apóstolos – Cap. 7, Vers. 51 (At. 7,51)
e) Epístola aos Efésios – Cap. 4, Vers. 30 (Ef 4,30).
21. Qual é o meio de o cristão não entristecer o Espírito de Deus?
Atos dos Apóstolos – Cap. 24, Vers. 16 (At. 4,16).
22. O que não se deve fazer como cristão?
I Epístola aos Tessalonicenses – Cap.5, Vers. 19-20 (I Ts 5,19-20).
João C. Porto
Obs.: Este Curso de Introdução à Bíblia Sagrada se encontra na Apostila do autor (1992).

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

As Perfeições de Deus


As Perfeições de Deus

O Senhor, nosso Deus, Deus de Israel, Deus de Abraão, de Isaac e Jacó, é o único Senhor. Ele é um Espírito perfeitíssimo, eterno e santíssimo, criador do céu e da terra e de tudo o que neles há.

Suas perfeições são incontáveis e suas qualidades não têm limites.

Desde o princípio da criação, principalmente, a partir dos povos mais antigos, como os semitas, da linhagem de Noé, na medida em que o experienciavam, através de suas manifestações sobrenaturais e as cognições interiores dos corações quedados sob a ascese da devoção, não somente deram vários nomes ao Criador, mas, também, através dos livros sagrados, a diversidade de suas perfeições e/ou atributos à sua personalidade.

Como já nos referimos acima, Deus, na verdade, é um Espírito perfeitíssimo e eterno.

Pelo que temos lido na Bíblia Sagrada, seria o bastante e suficiente se dizer: “Deus é perfeitíssimo e eterno!”. Entretanto, os estudiosos da palavra de Deus registram as perfeições mais significativas do Criador; relativamente às criaturas e, bem assim, aos filhos e filhas de Deus.

Na realidade, são cinco os atributos e/ou perfeições do Senhor, nosso Deus:

1. Unicidade – qualidade do que é único.

“Tu foste testemunha de tudo isso para que reconheças que o Senhor é Deus, e que não há outro fora dele” (Dt 4,35).

“Sabe, pois, agora, e grava em teu coração que o Senhor é Deus, e que não há outro em cima no céu, nem embaixo na terra” (Dt 4,39).

“Ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor” (Dt 6,4).

“Eu sou o Senhor, sem rival, não existe outro Deus além de mim” (Is 45,5a).

“Vós sois minhas testemunhas, diz o Senhor, e meus servos que eu escolhi, a fim de que se reconheça e que me acreditem e que se compreenda que sou eu. Nenhum Deus foi formado antes de mim, e não haverá outro depois de mim” (Is 43,10).

2. Simplicidade – Qualidade do que é simples, sem composição.

“Do meio do fogo o Senhor falou. Ouvistes o som de suas palavras, mas não víeis, no entanto, nenhuma forma” (Dt 4,12).

“Egípcio é homem e não Deus, seus cavalos são carne e não espírito” (Is 31,3a).

“Vinde e vede um homem que me contou tudo o que tenho feito. Não seria ele, porventura, o Cristo?” (Jo 4,29).

3. Ubiquidade – Qualidade de quem está ao mesmo tempo em todo o lugar.

“Com efeito, o Espírito do Senhor enche o universo. E ele, que tem unidas todas as coisas, ouve toda voz” (Sb 1,7).

“Poderá um homem se ocultar de tal modo que eu não o veja? – Oráculo do Senhor. Porventura não enche minha presença o céu e a terra? – Oráculo do Senhor” (Jr 23,24).

4. Eternidade – Qualidade do que é eterno (incriado).

“Abrão plantou um tamariz em Bersabéia e invocou ali o nome do Senhor, Deus da eternidade” (Gn 21,33)

“O Senhor reinará eternamente e além da eternidade” (Ex 15,18).

“Levanto para o céu a minha mão e digo: tão certo como eu vivo eternamente” (Dt 32,40).

5. Imutabilidade – Qualidade do que não muda, nem possui qualquer sombra de vicissitude.

“Deus não é homem para mentir, nem alguém para se arrepender. Alguma vez prometeu sem cumprir? Por acaso falou e não executou?” (Nm 23,19).

“Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima, descendem do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade” (Tg 1,17).

Outras expressões que correspondem aos atributos do Senhor, nosso Deus, El Shadday:

“ONI”, do latim, significa: “Em tudo”.

Assim, pois, registramos, abaixo, outras expressões que correspondem às perfeições e/ou atributos do Todo-poderoso Deus de Israel.

ONIPOTENTE – Que pode tudo, Todo-poderoso – um dos atributos de Deus.

“A Deus nenhuma coisa é impossível” (Lc 1,37).

“Jesus olhou para eles e disse: “Aos homens isto é impossível, mas a Deus tudo é possível” (Mt 19,26)”.

“Olhando Jesus para eles, disse: “Aos homens isto é impossível, mas não a Deus; pois a Deus tudo é possível” (Mc 10,27)”.

“Respondeu Jesus: “O que é impossível aos homens é possível a Deus” (Lc 18,27)”.

ONIPRESENTE – Está presente em tudo, em todos os lugares.

“Em todo o lugar estão os olhos do Senhor, observando os maus e os bons” (Pr 15,3).

ONICIENTE – Ciência universal absoluta. Deus é a própria “ciência”; isto é, conhecimento ilimitado.

“Não as imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais” (Mt 6,8).

“Deus vos conhece os corações” (Lc 16,15).

João C. Porto