domingo, 31 de março de 2013

Vida de Santidade


Vida de Santidade
A vida de santidade começa pela palavra de Deus, a partir da fé, da esperança e da caridade; pois, pela sua palavra nos criou nos formou e nos fez para sua glória. (Is 43,7=Vulgata)
“A palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4,12).
Pela sua palavra, o Senhor, nosso Deus, não apenas criou o céu e a terra e tudo quanto neles há, mas falou conosco e colocou a sua lei em nossos corações (Gn 2,16-17), para que continuemos sempre santos, perfeitos e irrepreensíveis diante dele, como filhos e filhas, fiéis, verdadeiros operários de sua messe, frutuosos edificadores do reino de justiça, paz e alegria do Espírito Santo. (Rm 14,17).
“Que se poderia fazer por minha vinha, que eu não tenha feito”? (Is 5,4ss).
Apesar de o Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e Jacó, ter feito tudo de santo e perfeito em sua Igreja, estará sempre disposto a renovar e santificar todas as coisas, a partir dos corações de seus filhos e filhas, amados.
O Senhor, nosso Deus, sempre nos amou (Jr 31,3). Por isso, quando se manifestou a plenitude dos tempos, e sua bondade para com os homens, não por obra de justiça que tivéssemos praticado; mas unicamente por sua misericórdia, salvou-nos mediante o batismo de regeneração e renovação do Espírito Santo, que nos foi concedido em profusão, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador, para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna. (Tt 3,4-7).
Sob a luz da palavra de Deus, monsenhor Jonas Abib, da Canção Nova, nos apresenta a chave do mistério da vida de santidade: “Santos ou santos”; isto é, não há alternativas.
Assim, é necessário que, além das virtudes teologais, vivamos a graça que nos salvou e, sob a condução amorosa do Espírito Santo, acolhamos os dons, através dos quais somos santificados, para que vivamos em sua plenitude, em nossos corações, os vínculos de sua perfeição amorosa.
“Presta atenção as minhas palavras, aplica teu coração à minha doutrina, pois, quando a guardares em teu coração, ela transbordará de teus lábios” (Pr 22,17-8 = Vulgata).  
Ora, o Senhor, nosso Deus, que é fidelíssimo, nos chama à comunhão do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. (I Cor 1,9). Para este mister somos templos de Deus, onde habita o Espírito Santo (I Cor 3,16). Na verdade, o apóstolo S. Paulo nos ensina que até o nosso corpo é templo do Espírito Santo. “Trazei e glorificai a Deus no vosso corpo; pois, fostes comprados por um alto preço” (I Cor 6,19-20).
A vida de santidade requer vários ingredientes:
- A fé que move montanhas e opera pela caridade. (Gl 5,6b).
“Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: “arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá”. (Lc 17,6)”.
Isto quer dizer: pelo poder da fé revestida da  graça e o dom gratuito de Deus, pela viva esperança e os vínculos de perfeições da caridade do amor eterno (Jr 31,3, a árvore da vida já se transportou do centro do jardim do Éden, ao jardim festivo de nossos corações, visto que o Senhor Jesus partilha conosco o pão vivo que desceu do céu.
“Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo” (Ap 3,20).
- O que Deus nos fala?
“O Senhor reina eternamente, e além da eternidade” (Ex 15,18 = Vulgata).
“Dirás a toda a assembleia de Israel o seguinte: sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2).
“Agora, pois, se obedecerdes a minha voz, e guardardes minha aliança, sereis o meu povo particular entre todos os povos. Toda a terra é minha, mas vós me sereis um reino de sacerdotes e uma nação santa” (Ex 19,6).
“Então, procurarás o Senhor, teu Deus, e o encontrarás, contanto que o busques de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Dt 4,29).
- Que nos fala o Senhor Jesus Cristo a partir de seus apóstolos?
“Se me amais, guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que figue eternamente convosco” (Jo 14,15-16).
“A obra de Deus é esta: “que creiais naquele que ele enviou” (Jo 6,29)”.
“Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora” (Jo 6,37).
“Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu hei de ressuscitá-lo no último dia” (Jo 6,44).
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo 14,23).
O Senhor Jesus nos apresenta, através das bem-aventuranças, uma visão plena de nossa vida de Santidade:
“Bem-aventurados os que têm um coração de pobres, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5,3).
“Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados!” (Mt 5,4).
“Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra!” (Mt 5,5).
“Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados!” (Mt 5,6).
“Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” (Mt 5,7).
“Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus!” (Mt 5,8).
“Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!” (Mt 5,9).
“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos céus!” (Mt 5,10).
“Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo mal contra vós por causa de mim” (Mt 5,11).
“Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós” (Mt 5,12).
O Senhor Jesus Cristo é o protótipo de nossa perfeição (Mt 5,48), a glória de nossa vida de santidade, porque ele veio ao mundo para nos dar a vida, a fim de que vivamos abundantemente (Jo 10,10); pois a vida de santidade é esta: que andemos como ele andou” (I Jo 2,6).
Finalmente, encerramos este estudo com a exortação do apóstolo S. Pedro:
“A exemplo da santidade daquele que vos chamou sede também vós santos em todas as vossas ações; pois está escrito: “Sede santos porque eu sou santo” (I Pd 1,15)”.
Ora, São Paulo nos ensina, dizendo:
“Procurai a paz com todos e ao mesmo tempo a santidade, sem a qual ninguém pode ver a Deus” (Hb 12,14).
João C. Porto

sábado, 16 de março de 2013

Tripé da Revelação


Tripé da Revelação
São três as vias da revelação divina na Igreja do Senhor Jesus Cristo.
a) As Sagradas Escrituras:
“Toda a Escritura, divinamente inspirada por Deus, é útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar na justiça. Por ela, todo homem de Deus se torna perfeito, apto e capacitado para toda boa obra” (II Tm 3,16-17).
Assim, todo homem e toda mulher de Deus estejam preparados e capacitados para ensinar a sã doutrina, instruídos e capacitados por Deus.
“Vós mesmos sois a nossa carta, escritas em nossos corações, conhecida e lida por todos os homens. Não há dúvida de que vós sois uma carta de Cristo, redigida por nosso ministério e escrita, não com tinta, mas com o Espírito de Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne, isto é, em vossos corações. Tal é a convicção que temos, em Deus por Cristo” (II Cor 3,2-4).
Ora, é Deus que capacita seus filhos e filhas!
“Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus. Ele é que nos fez aptos para ser ministros da Nova Aliança, não a da letra e sim a do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito vivifica”. (II Cor 3,5-6).
Desse modo, o Senhor, nosso Deus, em o nome glorioso do seu Filho, Jesus Cristo, quer que sua doutrina esteja, profundamente, guardada em nossos corações, a fim de que possamos ensinar o que é justo, santo e perfeito aos seus olhos.
- Guardar as suas palavras dentro de nossos corações e de nossas almas, a fim de que possamos anuncia-las segundo a Sua vontade.
“Gravai, pois, profundamente em vosso coração e em vossa alma estas minhas palavras; prendei-as às vossas mãos como um sinal, e levai-as como uma faixa frontal entre os vossos olhos” (Dt 11,18).
“Não ajuntareis nada a tudo o que vos prescrevo, nem tirareis nada daí, mas guardareis os mandamentos do Senhor, vosso Deus, exatamente como vos prescrevi” (Dt 4,2).
“Presta atenção às minhas palavras, aplica teu coração a minha doutrina, porque é agradável que as guardes dentro de teu coração e que ela transborde em teus lábios” (Pr 22,17-18=Vulgata).
“E se alguém ama a justiça, seus trabalhos são virtudes; ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza: não há ninguém que seja mais útil aos homens na vida” (Sb 8,7).
b) O magistério da Igreja.
“Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganhado teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou três testemunhas. Se recusa ouvi-los, dize-o a Igreja. E se recusar ouvir também a Igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano. Em verdade vos digo: Tudo o que ligardes sobre a terra será ligado no céu, e tudo o que desliardes sobre a terra será também desligado no céu” (Mt 18,15-18).
Como observamos, cabe a Igreja o ensino de toda a doutrina relativamente à palavra de nossa  salvação!
Entretanto, não é somente no Antigo Testamento que podemos observar estas prescrições!
- O que, no Novo Testamento, nos prescreve o Senhor Jesus Cristo, autor da vida?
“Ide, pois, e ensinai todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo” ( 28,19-20).
Obs.: E como tem gente ensinando, apenas em parte, as prescrições deixadas pelo Autor da vida!... (At 3,15).
c) A Sagrada Tradição.
“Assim, pois irmãos, ficai firmes e conservai os ensinamentos – a tradição – que de nós aprendestes, seja por palavras, seja por carta nossa. Nosso Senhor Jesus Cristo e Deus, nosso Pai, que nos amou e nos deu consolação eterna e boa esperança pela sua graça, consolem os vossos corações e os confirmem para toda boa obra e palavra” (II Ts 2,15-16).
Ora, viver sob a Sagrada Tradição é andar como o Senhor Jesus andou (I Jo 2,6).

João C. Porto

segunda-feira, 4 de março de 2013

Caminho de Santidade


Caminho de Santidade
O caminho de santidade é o caminho da porta estreita.
“Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram” (Mt 7,13-14).
A chave, da porta estreita, tem a moldura de perfeição dos corações do Pai e do Filho, porque ela é o próprio Espírito Santo – que está em nosso coração – porque nos foi dado (Rm 5,5). Assim, se     ouvimos a voz do Senhor e lhe abrirmos a porta, Ele entrará e, então, cearemos juntos à mesa Ágape, Ele conosco e nós com Ele, sob à luz do banquete esplendoroso da justiça, da misericórdia e da fidelidade.  
Deus criou o homem e a mulher, santos, perfeitos e acabados. Fê-los do pó da terra, o minério mais pobre que existe no planeta.
 Na verdade, Deus quer que, em tudo o que há no universo, ainda que seja o ser ou coisa mais insignificante ao olhar dos homens, resplandeça seu poder, grandeza, sabedoria e a santidade do seu amor, a partir da sua imagem de perfeição e imortalidade; segundo ­à imagem e semelhança de sua própria natureza; a vida, como um selo indelével do Criador, o selo de sua posse, impresso em cada coração de seus filhos e filhas amados. (Ef 1,13; 4,30)
Mas, pelo pecado de nossos primeiros pais, e a partir deles, perdemos a graça e os dons preternaturais, principalmente, a imortalidade, impassibilidade, a integridade e o paraíso.
Contudo, o Senhor, nosso Deus, de riquíssimas misericórdias, no sangue preciosíssimo do seu Filho amado, selou-nos com o selo do seu Espírito, que, outrora, nos fora prometido (Ef 1,13-14; 4,30), numa nova aliança perene e definitiva, para que sejamos seus filhos e filhas amados, em justiça, misericórdia, fidelidade e santidade.
Então, para o gênero humano, do interior mais íntimo dos corações, só existe uma atitude de retribuição, para todos, como nos ensina a Canção Nova, dos lábios, de verdade e santidade do Monsenhor Jonas Abib: “Santos ou santos”!...
A expressão fundamental e sublime é esta, se quisermos, num dia sem ocaso, ver a Deus face a face e conhece-lo plenamente, como nos diz São Paulo apóstolo: “Tal qual conhecemos a nós mesmos” (I Cor 13,12).
Para o caminho de nossa santificação, o sofrido Jó, entre muitas, diz-nos duas coisas importantíssimas à meditação íntima de nossos corações:
“O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo- poderoso me deu a vida” (Jó 33,4).
Ora, trazendo essa expressão de Jó ao interior de nossos corações, ela nos mostra que Jó era, naquele tempo, um homem santo, uma nova criatura, diferente do mundo, cheia do Espírito do Todo-poderoso; um homem de intimidade com Deus, em cujo coração Deus revelava coisas novas e insondáveis!... (Jr 33,3).
- Que testemunho de vida de santidade Jó deixou para nós, hoje?
“Quem me dera que minhas palavras fossem escritas,  quem me dera que se imprimissem num livro com um ponteiro de ferro, e sobre uma lâmina de chumbo, ou que com cinzel se gravassem em pederneira! Porque eu sei que meu Redentor vive, que no último dia ressurgirei da terra, serei novamente revestido da minha pele, e na minha própria carne verei o meu Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o hão de contemplar, e não outro; esta é a esperança que está depositada no meu peito” (Jó 19,23-27=Vulgata).
Outro exemplo de intimidade e santidade de Jó:
“Meus ouvidos tinham escutado falar de ti, mas agora meus olhos te viram. É por isso que me retrato, e arrependo-me no pó e na cinza” (jó 42,5-6).
Ora, para o princípio de vida de santidade é São Paulo que, cheio do Espírito Santo, nos instrui.
“Fiel é Deus, por quem fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor” (I Cor 1,9).
“Examinai-vos a vós mesmos, vede se estais firmes na fé; provai-vos a vós mesmos. Acaso não vos conheceis vós mesmos que Jesus Cristo está em vós?” (II Cor 13,5).
Necessitamos de fé, esperança e caridade; de vida nova sob a condução amorosa do Espírito Santo, que habita em nossos corações (Rm 8,14. 16; I Cor 3,16; 6,19-20), porque se a desejarmos de todo o espírito, de a alma e de todo o coração, certamente, tê-la-emos em plenitude.
Deus, outrora, falando a Moisés, disse-lhe: “Sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação consagrada (santa). Tais são as palavras que dirás aos israelitas” (Ex 19,6).
Dirás a toda a assembleia de Israel o seguinte: “Sede santos, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo” (Lv 19,2).
E São Pedro apóstolo nos instrui, dizendo:
“A exemplo da santidade daquele que vos chamou, sede também vós santos em todas as vossas ações, pois está escrito: “Sereis santos, porque eu sou santo” (I Pd 1,15-16).
Quais são as vertentes de nossa santificação?
a) As virtudes teologais: fé, esperança e caridade!
Ninguém pode se achegar a Deus, senão através destas três virtudes. Elas são como dons superiores!
- A fé.
“Ora, sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11,6).
- Esperança.
“E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).
- Caridade.
“Mas, acima de tudo, revesti-vos da caridade, que é o vínculo da perfeição” (Cl 3,14).
- Então, assim, concomitantemente, viveremos sob a plenitude da graça que nos salva, e, como dom gratuito de Deus, santifica-nos através da natureza divina em nossos corações, como unção perene de justiça, paz e alegria do Espírito em nossas almas.
“Porque é pela graça que fostes salvos mediante a fé. Isto não provém de vossos méritos, mas é um dom de Deus” (Ef 2,8=Vulgata).
- Os dons de santificação.
O Espírito Santo, por ocasião do nosso batismo, o Pentecostes pessoal na vida de cada um dos filhos e filhas de Deus, fixou, isto é, imprimiu no íntimo mais íntimo e profundo de nossos corações, as suas sete ferramentas, através das quais quer santificar-nos, se assim o desejarmos caminhar sob a trilha de santificação de nosso alma.
“Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes. Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de conselho e de fortaleza, Espírito de ciência e de piedade, e será cheio do Espírito do temor ao Senhor” (Is 11,1-2).
Por estes sete Dons o Espírito Santo realizará sua obra santificadora de nossa alma. Para este mister, basta que desejemos e nos abandonemos, incondicialmente, a sua condução amorosa, santificadora de todos os filhos e filhas de Deus.
Por outro lado, quando vivenciamos os dons carismáticos (do grego: serviço) seremos nós que nos santificamos a nós mesmos, sob a ação divina do Espírito Santo que, em nome do Pai e de seu Filho, opera em nós; instruindo-nos e nos ensinando todas as coisas perfeitas para a santificação de nossa alma; mas, sempre com seus olhos fitados em cada um dos filhos e filhas de Deus, para que não se desviem nem para a direita, nem para a esquerda. (Sl 31,8).
Finalmente, para o nosso aperfeiçoamento, seremos os obreiros dessa grande graça; por isso o Senhor Jesus nos ordena: “Portanto, sede perfeitos, assim como  vosso Pai celeste é perfeito” (Mt 5,48).
As virtudes de nosso aperfeiçoamento são:
“Se alguém ama a justiça, seus trabalhos são virtudes; ela ensina a temperança e a prudência, a justiça e a fortaleza: não há ninguém que seja mais útil aos homens na vida” (Sb 8,7).
João C. Porto

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

A Revelação Divina


             Boa Nova do Senhor Jesus Cristo
                                    BN 1.3
                          A Revelação Divina

A revelação nos vem ao coração através de duas vertentes.
a) A razão natural pela qual o homem pode acolher a revelação divina.

“Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar” (Rm 1,20)

b) A inspiração reveladora do Espírito Santo, que nos capacita sobrenaturalmente.

“Não que sejamos capazes por nós mesmos de ter algum pensamento, como de nós mesmos. Nossa capacidade vem de Deus” (II Cor 3,5).

Ora, através da razão natural, pelas coisas criadas, conhecemos a Deus e, pela razão sobrenatural, recebemos do Senhor Jesus Cristo o entendimento para conhecermos o verdadeiro Deus e a vida eterna.

“Sabemos que o Filho de Deus veio e nos deu entendimento para conhecermos o Verdadeiro. E estamos no Verdadeiro, nós que estamos em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5,20).

Tudo isso, para conhecermos as coisas reveladas pelo Espírito Santo, conhecendo a Deus e a extensão de sua vontade em nós e através de nosso viver.

“O espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis dizer” (Lc 12,12).
“Porque não sereis vós que falareis, mas é o Espírito de vosso Pai que falará em vós” (Mt 10,20).

Assim, Deus se revela aos homens para que todos conheçam o mistério de sua vontade.

“Ele manifestou o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre, para realiza-lo na plenitude dos tempos – desígnio de reunir em Cristo todas as coisas, as que estão nos céus e as que estão na terra” (Ef 1,9-10).

01 - Qual é o tripé da Revelação Divina?

a) As sagradas Escrituras:

“Toda a Escritura divinamente inspirada por Deus é útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para formar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, apto para toda a boa obra” (II Tm 3,16-17).

b) O Magistério da Igreja:

“Se teu irmão pecar contra ti, vai, e corrige-o entre ti e ele só. Se te ouvir, ganhaste o teu irmão; se, porém, não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que pela boca de duas outras testemunhas se decida toda a questão”; se os não ouvir, dize-o à Igreja. “Se não ouvir a Igreja, considera-o como um gentio e um publicano” (Mt 18,15-17=Vulgata).

c) A Sagrada Tradição:

“Permanecei, pois, constantes, irmãos e conservai as tradições, que aprendestes, ou por nossas palavras ou por nossa carta” (II Ts 2,14=Vulgata).

02. Em que consiste o mistério da vontade de Deus?

Em que Deus nos enviou o seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e o Espírito de amor para a salvação do mundo; a fim de que participemos de sua glória.

“A mim o mais insignificante dentre todos os santos, coube-me a graça de anunciar entre os pagãos a inexplorável riqueza de Cristo, e a todos manifestar o desígnio salvador de Deus, mistério oculto desde a eternidade em Deus, que tudo criou” (Ef 3,8-9).
Esse desígnio, que tem como fundamento a graça e a verdade, mediante a fé em Jesus Cristo (Jo 1,16; Ef 2,8), é conhecido pela tradição patrística como a “Economia do Verbo ou a Economia da salvação”.

Sua base é transportar-nos, em nosso Senhor Jesus Cristo, nas asas do amor do Pai; das trevas e do poder de Satanás à salvação e a luz admirável (I Tm 6,15-16), para que sejamos em seu único Filho, filhos adotivos e herdeiros com Cristo. (Gl 4,5-7; Rm 8,17).

“Assim, como nele mesmo nos acolheu antes da criação do mundo, por amor, para sermos santos e imaculados (I Jo 5,18) diante dele; o qual nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por (meio de) Jesus Cristo, para sua glória, por sua livre vontade” (Ef 1,4-5).

Desse modo, Deus nos revestiu da sua graça para nos capacitar (II Cor 3,5) ao seu conhecimento, para conhecê-lo e amá-lo através do “SIM” de adesão pela fé em seu Filho Jesus Cristo (Gl 3,26-27).

Santo Irineu de Leão: “Verbo de Deus habitou e fez-se Filho do Homem para acostumar o homem a apreender a Deus e acostumar a Deus a habitar no homem, segundo o beneplácito do Pai”.

03. Como observar as etapas das revelações, através das manifestações divinas, na história do povo de Deus?

a) Deus se dá a conhecer:

Deus está presente em tudo que criou – os céus e a terra e em tudo o que neles há – através do Verbo divino (Jo 1,1-3). Assim, as coisas criadas testemunham a existência de Deus (Rm 1,20). Por elas, a partir de sua razão natural, o homem começa a descobrir o Deus que se revela e que se manifesta como vida eterna em favor de todos os corações que sabem amar (Jo 12,46).

Por isso, o Senhor nosso Deus, apesar do pecado original e do atual, jamais deixou de nos amar (Jr 31,3), mas prometeu-nos, por meio de sua graça e da misericórdia divina, da fé, da esperança e da caridade do seu amor – o Espírito Santo – alentando-nos com a promessa da redenção, a fim de que perseveremos na espera da salvação consoladora, conforme a promessa. (Is 54,10).

Missal Romano: “E quando pela desobediência perderam vossa amizade, não os abandonastes ao poder da morte”... Oferecestes muitas vezes alianças aos homens e as mulheres.

É verdade que, após o pecado original, a iniquidade difundiu-se terrivelmente sobre a terra (II Tm 2,17) até ao ponto em que o Senhor disse a Noé:

“O fim de toda a carne chegou diante de mim; a terra, por suas obras, está cheia de iniquidades, e eu os exterminarei com a terra” (Gn 6,13).
Agora, feche seus olhos e medite um pouco no mal do pecado que pode conduzir-nos à morte eterna (Mt 10,28) e tente a estabelecer um paralelo com os benefícios que brotaram da cruz, pelos quais somos resgatados em Cristo Jesus, para a vida em seu nome glorioso. Então, faça a escolha e um propósito na vida do seu coração. (Jo 11,40).

E o Senhor disse, ainda, a Noé:

“Eis que vou fazer a minha aliança convosco e com a vossa posteridade depois de vós” (Gn 9,9).

Ora, após o dilúvio, com o crescimento da humanidade, cresceu novamente com ela a iniquidade, o orgulho e a vaidade. Por isso, o Senhor os dividiu na Babel, em povos e línguas diversas (Gn 11,6-9).

Apesar disso, a aliança celebrada com Noé perdurará sempre (Lc 21,24) e até o tempo das nações (Mt 28,19).

b) Deus chama a Abrão:

Dos semitas, que corresponde a linhagem de Sem, filho de Noé, Javé chamou de Ur da Caldeia a Abrão, indicou-lhe uma nova terra, fora do seu pais, da sua parentela e da sua casa; trocou-lhe o nome para Abraão, porque pela fidelidade de sua fé, tornou-se pai de muitas nações (Gn 17,5).

“Abençoarei os que te abençoares, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; e em ti serão benditas todas as nações da terra” (Gn 22,18).

Olhando para Abraão, o pai da fé, conforme o relato acima, pois, deixando tudo por obediência a Deus, foi para uma terra estranha e distante, como você acha que deva ser sua entrega a Deus, na pessoa do seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo? Medite!...

Então, na descendência de Abraão está a promessa feita aos patriarcas, ao povo eleito, através do qual o Senhor preparou pacientemente a plenitude dos tempos, com a presença do seu Filho amado (Mt 3,17) e de sua Igreja viva (Hb 12,23-24).

c) Israel, povo de Deus.

Na descendência de Abraão, Deus formou seu povo, Israel, libertando-o da escravidão do Egito (430 anos) através de seu servo Moisés, a quem deu sua lei e selou a aliança do Sinai com seu povo, em quanto preparava a vinda do Salvador prometido. (Gn 3,15).

4. Qual a origem do nome “Israel”?

Israel “é o povo daqueles aos que Deus falou em primeiro lugar, o povo dos irmãos mais velhos na fé de Abraão”.

“E todos os povos da terra verão que é invocando sobre ti o nome do Senhor, e temer-te-ão” (Dt 28,10).

Na verdade, Deus falou outrora através dos profetas, para preparar seu povo na esperança da salvação, a fim de que estivessem aptos  a participar da Nova Aliança. (Jr 31,31-34).

Para essa Nova Aliança foi anunciada o batismo de purificação, tantas vezes prefigurado no Antigo Testamento; um coração e um espírito novo, o Espírito Santo como selo divino “(Ef 1,13)” dos preceitos que o povo deveria guardar e praticar, a fim de ser verdadeiramente povo de Deus (Ez 36,24-28).

Igualmente, os profetas anunciaram a salvação para todas as nações, conforme Deus dissera outrora ao patriarca Abraão: “Em ti serão abençoadas todas as nações da terra” (Gn 12,3).

Ora, entre o povo, os pobres e os humildes serão portadores dessa esperança (Sf 2,3).

“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

Na verdade, Jesus Cristo é o Filho de Deus feito homem, o Verbo divino, a sabedoria de Deus que o Pai nos enviou à terra de nossos corações (Jo 14,6), para a salvação de todo o que crê (At 10,43; Mc 16,16; Jo 6,47).

Desse modo, enquanto Deus falou através dos profetas da Antiga Aliança, falou face a face conosco, pelo Verbo que se fez carne e armou a sua tenda no terreno fértil dos corações (Jo 1,14; Hb 1,1-2).

João C. Porto

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Segundo Gênesis


O Gênesis da Plenitude dos tempos
No princípio Deus criou o Céu e a terra, e em sete dias concluiu toda a obra da criação.
Então, concluída a obra, Deus a contemplou e viu que tudo era muito bom!...
“Deus contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom. Sobreveio à tarde e depois a manhã: foi o sexto dia” (Gn 1,31). Tendo Deus terminado no sétimo dia a obra que tinha feito, descansou do seu trabalho. Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou, porque nesse dia repousara de toda a obra da criação. Tal é a história “da criação dos céus e da terra” (Gn 2,1-4).
Assim, também, no início da plenitude dos templos, quando em João Batista, último profeta da Antiga  Aliança, foi encerrado as obras da Lei Mosaica, Jesus Cristo, Filho de Deus, nasceu de uma mulher – a  imaculada e sempre Virgem Maria – submetido à lei, para remir todos os que estavam sob a lei para que recebêssemos a adoção  de filhos de Deus, já desde o início dos noves tempos.
“Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei, a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção. A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: “Aba, Pai”. Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus”. (Gl 4,4-7).
Assim, também, o apóstolo João escreveu seu Evangelho narrando o Gênesis da plenitude dos tempos, em que vivemos, conforme se pode observar:
Primeiro Dia
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava junto de Deus e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto de Deus. Tudo foi feito por ele e sem ele nada foi feito” (Jo 1,1-2).
No Segundo dia
“No dia seguinte, João viu Jesus, que vinha a ele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. É este de quem eu disse: “Depois de mim virá um homem, que me é superior, porque existe antes de mim”. Eu não o conhecia, mas, se vim batizar em água, é para que ele se torne conhecido em Israel”. (João havia declarado: vi o Espírito descer do céu em forma de uma pomba e repousar sobre ele). Eu não o conhecia, mas aquele que me mandou batizar em água disse-me: “Sobre quem vires descer e repousar o Espírito, este é quem batiza no Espírito Santo. Eu o vi e dou testemunho de que ele é o Filho de Deus”. (Jo 1,29-34).
No Terceiro dia
“No dia seguinte, estava lá João outra vez com dois dos seus discípulos. E, avistando Jesus que ia passando, disse: “Eis o Cordeiro de Deus”. Os discípulos ouviram-no falar e seguiram Jesus. Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: “Que procurais”?”. Disseram-lhe: “Rabi (que quer dizer Mestre), onde moras”? “Vinde e vede”, respondeu’-lhes ele. Foram aonde ele morava e ficaram com ele naquele dia. Era cerca da hora décima. André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que tinham ouvido João e que o tinham seguido. Foi ele então logo a procura de seu irmão e disse-lhe: “Achamos o Messias (que quer dizer o Cristo)”. Levou-o a Jesus, e Jesus, fixando nele o olhar, disse: “Tu és Simão, filho de João, serás chamado de Cefas (que quer dizer pedra)”.
No quarto dia
“No dia seguinte, tinha Jesus a intenção de dirigir-se à Galiléia. Encontra Filipe e diz-lhe: “Segue-me “. (Filipe era natural de Betsaida, cidade de André e Pedro). Filipe encontra Natanael e diz-lhe: achamos aquele de quem Moisés escreveu na lei e os profetas anunciaram: é Jesus de Nazaré, filho de José”. Respondeu-lhe Natanael: “Pode, porventura, vir coisa boa de Nazaré”? Filipe retrucou: “Vem e vê”. Jesus vê Natanael, que lhe vem ao encontro, e diz-lhe: “Eis um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade”. Natanael perguntou-lhe: “Donde me conheces?” Respondeu-lhe Jesus: “Antes que Filipe te chamasse, eu te vi quando estavas debaixo da figueira”. Falou-lhe Natanael: “Mestre, tu és o Filho de Deus, tu és o rei de Israel”. Jesus replicou-lhe: “Porque eu te disse que te vi debaixo da figueira, crês! Verás coisas maiores do que esta”. E ajuntou: “Em verdade, em verdade vos digo: vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem”. (Jo 1,43-51).
Quinto Sexto e Sétimo dias
Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Eles já não têm vinho”. Respondeu-lhes Jesus: “Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou”. Disse, então, sua mãe aos serventes: “Fazei-o que ele vos disser”. Ora, achavam-se ali seis talhas de pedra para as purificações dos judeus, que continham cada qual duas ou três medidas. Jesus ordenou-lhes: “Enchei as talhas de água”. Eles encheram-nas até em cima. “Tirai agora, disse-lhes Jesus, e levai aos chefes dos serventes”. E levaram. Logo que o chefe dos serventes provou da água tornada vinho, não sabendo de onde era (se bem que soubessem os serventes, pois tinham tirado a água) chamou o noivo e disse-lhe: “É costume servir primeiro o vinho bom e, depois, quando os convidados estão quase embriagados, servir o menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora”. Este foi o primeiro milagre de Jesus; realizou-o em Caná da Galiléia. (Jo 2,1-11a).
Como vemos, tivemos o “Gênesis” da criação dos céus e da terra, e o “Gênesis” da plenitude dos tempos; isto é, o princípio da redenção do gênero homano, dos céus, da terra e de todo o universo.
“Todos nós recebemos da sua plenitude graça sobre graça. Pois a lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,16-17).
“Mas um dia apareceu à bondade de Deus, nosso Salvador, e o seu amor para com os homens. E não por causa de obras de justiça que tivéssemos praticado, mas unicamente em virtude de sua misericórdia, ele nos salvou mediante o batismo da regeneração e renovação, pelo Espírito Santo, que nos foi concedido em profusão, por meio de Cristo, nosso Salvador, para que a justificação obtida por sua graça nos torne, em esperança, herdeiros da vida eterna” (Tt 3,4-7).
João C. Porto

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

A Infestação



A Infestação
A infestação ocorre quando os demônios estão presentes fora do com bjeto, mas aplicando a sua força nos seus contornos como que criando uma rede envolvente. Podem manipulá-lo, desloca-lo, produzir maus cheiros, criar ilusões, produzir sons e outro tipo de alucinações, chegando a ponto de alterar ou travar o desenvolvimento natural dos seres.
As infestações podem declarar-se em objetos como casa, livro, alimentos, estatuetas e até searas e animais. Nos campos infestados os cereais não crescem e definham sem haver explicação para tal. Os animais infestados enfraquecem ou têm comportamentos  estranhos. Mas as infestações podem alcançar as pessoas, o seu pensamento e as suas atividades, levando-as a ações incompreensíveis, a estados depressivos ou até mesmo a visões, audições e sensações falsas.
A pessoa infestada, sobretudo mentalmente, raramente reconhece que o está, dado que não descobre nenhuma força estranha em si mesma, mas encontra-se realmente coberta por uma força que a “circunscreve” e lhe impõe, por graus sutis crescentes, umas crenças e umas ideias novas sobre coisas, pessoas, lugares, família, atividades ou teorias. Alguns exorcistas experimentados têm descoberto por detrás de doenças, estados histéricos, desordem mental e até paixões, a presença sutil e sistemática do maligno.
Nestes casos, as forças diabólicas estão no exterior dos corpos, mas abraçam os seus contornos e forças, envolvendo nas suas redes o espírito, a Inteligência ou as potências superiores da pessoa, atingindo muitas vezes as suas relações sociais e frações da sua esfera vital. De fato, a presença diabólica ativa tem forçosamente de afetar o ser humano de uma forma ou outra e, como o seu ódio é inextinguível, toda a sua ação para o controlo da pessoa, se não fisicamente, pelo menos no nível da mente.
“Obs.: Cópia fiel, impresso nas Oficinas Gráficas da TIPAVE de Aveiro Ltda.”. sexta e sétima página do livro “Defendei-nos do Inimigo”.  

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Defendei-nos do Inimigo


O Maligno e as Defesas dos Homens

A inteligência de S.S. Leão XIII

Num tempo em que o mundo se inclina perigosamente para o Maligno e em que as almas mais atacadas dificilmente conseguem ajuda, há que lembrar a todos a poderosa oração escrita e mandada publicar por sua santidade Leão XIII, um gigante de sabedoria entre os grandes Pontífices da Igreja Católica Romana. Não foi por mero acaso que ele ordenou a publicação de tal oração para ser rezada por sacerdotes e leigos. Foi num tempo de intenso ataque à Igreja, no final do século passado, que o Papa Leão XIII deu autorização aos leigos para utilizar o “segundo formulário do Ritual”, sempre que se tratasse de uso privado. Os sacerdotes receberam a mesma autorização e Sua Santidade insistiu que estes “se servissem dele frequentemente; se possível, todos os dias”.
Pressentindo um tempo perturbado para os fiéis e para a Igreja, prevendo  a ação multifacetada do Maligno, o Papa publicou essa salutar oração contra a besta e completou o seu plano de defesa com outras orações a São Miguel, a oração a São José e as orações no fim da Missa. As suas Encíclicas, notáveis a todos a todos os títulos, fulminaram as primeiras manifestações do Diabo nas sociedades, condenaram o comunismo, o socialismo, o liberalismo e vibraram fortes machadadas nas seitas secretas, especialmente na maçonaria, câmara de choco dos males da humanidade, que reúne e organiza para o trabalho de sapa e destruição os admiradores da falsa luz-Lúcifer.
“O cristão deve ser militante, vigilante e forte. Deve mesmo praticar um ascese especial para afastar certos ataques do Demônio”. Paulo VI/15.11.1972).

“Obs.: Cópia fiel da e impresso nas Oficinas Gráficas da TIPAVE de Aveiro Ltda.”. segunda página do livro “Defendei-nos do Inimigo”, Composto