quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Atributos de Deus


Atributos de Deus

Amor
“Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (I Jo 4,8).
Eterno
“Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecesse; ninguém pode sondar sua sabedoria” (Is 40,28).
Imenso
“Ó Israel, quão imensa é a casa de Deus; como é vasta a extensão de seus domínios! Sim, é vasta, imensa, ampla, iluminada” (Br 3,24-25).
Onipotente
“Abrão tinha noventa e nove anos. O Senhor apareceu-lhe e disse-lhe: “Eu sou o Deus Todo-poderoso”. Anda em minha presença e sê íntegro”; (Gn 17,1).
Único
“Mas, para nós há um só Deus, o Pai do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nós também” (I Cor 8,6).
Sábio
“a Deus, único, sábio, por Jesus Cristo, glória por toda a eternidade! Amém” (Rm 16,27).
Infinito
“Grande é o Senhor, e muito digno de louvor, e a sua grandeza não tem limite” (Sl 144,3).
Justo
“Então, os chefes israelitas e o rei se humilharam e disseram: “O Senhor é justo” (II Cr 12,6)”.
Misericordioso
“Vós sabeis que felicitamos os que suportam os sofrimentos de Jó. Vós conheceis o fim em que o Senhor o colocou, porque o Senhor é misericordioso e compassivo” (Tg 5,11).
Paciente
“O Senhor é paciente e grande em poder, não deixa impune o culpado” (Na 1,3).
Santo
“Não darei curso ao ardor de minha cólera, já não destruirei Efraim, porque sou Deus e não um homem, sou o Santo no meio de ti, e não gosto de destruir” (Os 11,9).
Imutável
“Porque eu sou o Senhor, e não mudo; por isso é que vós, ó filhos de Jacó, não tendes sido ainda consumido” (Ml 3,6).
Verdadeiro
“Tenho muitas coisas a dizer e a julgar a vosso respeito, mas o que me enviou é verdadeiro e o que dele ouvi eu o digo ao mundo” (Jo 8,16).
Fiel
“Mas o Senhor é fiel, e ele há de vos dar forças e vos preservar do mal” (II Ts 3,3).
Bom
“Jesus respondeu-lhe: “Por que me chamas bom”?” Ninguém é bom senão “só Deus” (Lc 18,19).
Altíssimo
“E que reconheçais que só vós, cujo nome é Senhor, sois o Altíssimo sobre toda a terra” (Sl 82,19).
Onisciente
“pois o Senhor conhece tudo o que se pode saber. Ele vê os sinais dos tempos futuros, anuncia o passado e o porvir, descobre os vestígios das coisas ocultas” (Eclo 42,19).
Simples
“Deus é espírito, e os seus adoradores devem adorá-lo em espírito e verdade” (Jo 4,24).
Pe. Pedro Maria

domingo, 20 de janeiro de 2013

Decápole


DECÁPOLE
Decápole (gr. Dekapolis, “dez cidades”). Nome dado ao território situado na Palestina oriental, estendendo-se de Damasco ao N. até Filadélfia ao S. O nome servia para designar uma liga de dez cidades que se formou depois da conquista da Palestina pelos romanos em 63 a.C.
As dez cidades eram helenísticas e a liga provavelmente surgiu não apenas em virtude de sua posição na fronteira com o deserto, mas também como proteção contra a emigração e a agressão judaica. Algumas dessas cidades haviam sido conquistadas por Alexandre Janeu (103-76 a.C).
O território da decápole abarcava várias jurisdições da época e provavelmente não constituía um território unido e contínuo. A liga era uma federação de cidades livres, cada qual com seu território circundante, sob a administração geral do legado romano na Síria. A mais antiga menção literária à Decápole encontra-se no Evangelho.
As cidades também são mencionadas por Josefo e por Plínio, o Velho. Plínio relaciona as seguintes cidades: Damasco, Filadélfia, Rafana, Citópolis, Gadara, Hipos, Dion, Pela, Gerasa e Canata. À exceção de Citópolis, todas essas cidades encontram-se a E. do Jordão.
No século II d.C., Ptolomeu relaciona dezoito cidades, omitindo Rafana, mas incluindo Abia e outras oito. O número de cidades nessas relações não é constante. Alguns estudiosos modernos acham que Abia integrava as dez cidades que originalmente formavam a Decápole.
As pessoas chegavam da Decápole para ouvir Jesus (Mt 4,25) e Jesus operou uma cura milagrosa no território da Decápole (Mc 7,31).
O endemoninhado curado da margem E. do mar da Galiléia foi anunciar Jesus no território da Decápole (Mc 5,29).

Obs.: Cópia fiel do Dicionário Bíblico (Edições Paulinas). Autor: JOHN L. MACKENZIE.

JCP/jcp.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

O Credo nos Salmos


O Credo nos Salmos

01. Creio em Deus...
“É esse o Deus que fez o céu e a terra, o mar e tudo o que eles contêm; que é eternamente fiel à sua palavra, (Sl 145,6)”.
02. E em Jesus Cristo...
“Vou publicar o decreto do Senhor”. Disse-me o Senhor: “Tu és meu filho, eu hoje te gerei” (Sl 2,7).
03. Que foi concebido do Espírito Santo e nasceu da Virgem Maria.
“São milhares e milhares os carros de Deus: do Sinai vem o Senhor ao seu santuário” (Sl 67,18). 
“Porque o Senhor escolheu Sião, ele a preferiu para sua morada” (Sl 131,13).
04. Padeceu sob Poncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado...
“Sim, rodeia-me uma malta de cães, cerca-me um bando de malfeitores. Traspassaram minhas mãos e meus pés: poderia contar todos os meus ossos” (Sl 21,17-18).
“Puseram fel no meu alimento, na minha sede deram-me vinagre para beber” (Sl 68,22).
05. Desceu à mansão dos mortos e ressuscitou ao terceiro dia,
“Porque vós não abandonareis minha alma na habitação dos mortos, nem permitireis que vosso Santo conheça a corrupção” (Sl 15,10).
“Já sou contado entre os que descem à tumba, tal qual um homem inválido e sem força. Meu leito se encontra entre os cadáveres, como o dos mortos que jazem no sepulcro, dos quais vós já não vos lembrais, e não vos causam mais cuidados” (Sl 67,5-6).
“Eu, que me tinha deitado e adormecido, levanto-me, porque o Senhor me sustenta” (Sl 3,6).
“Ao menos vós, Senhor, tende piedade de mim; erguei-me, para eu lhes dar a paga que merecem” (Sl 40,11).
“Se me ponho a conta-los, são mais numerosos do que a areia. Quando desperto ainda estou contigo” (Sl 138,18 = Vulgata).
06. Subiu ao céu, onde está sentado à direita de Deus...
“que é levado pelos céus, pelos céus eternos: eis que ele fala, sua voz é potente:” (Sl 67,34).
“Subiu Deus por entre aclamações, o Senhor, ao som das trombetas” (Sl 46,6).
“Levantai, ó portas, os vossos dintéis! Levantai-vos, ó pórticos antigos, para que entre o rei da glória! Quem é este rei da glória? É o Senhor forte e poderoso, o Senhor poderoso na batalha” (Sl 23,7-8).
07. Donde há de vir a julgar os vivos e os mortos.
“com a presença do Senhor, que vem, pois ele vem para governar a terra: julgará o mundo com justiça, e os povos segundo, a sua verdade” (Sl 95,13).
“diante do Senhor que chega, porque ele vem para governar a terra. Ele governará a terra com justiça, e os povos com equidade” (Sl 97,9).
“Do alto ele convoca os céus e a terra para julgar seu povo:” (Sl 49,4).
“O Senhor, porém, domina eternamente; num trono sólido, ele pronuncia seus julgamentos. Ele mesmo julgará o universo com justiça, com equidade prenunciará sentença sobre os povos” (Sl 9,8-9).
08. Creio no Espírito Santo,
“De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito” (Sl 50,13).
“Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sóis o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto” (Sl 142,10).
“Para onde irei, longe de vosso Espírito? Para onde fugir, apartado de vosso olhar?” (Sl 138,7).
“Se enviais, porém, o vosso sopro, eles revivem e renovais a face da terra” (Sl 103,30).
“Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e pelo sopro de sua boca todo o seu exército” (Sl 32,6).
09. Na Santa Igreja Católica:
“Grande é o Senhor e digno de todo louvor, na cidade de nosso Deus” (Sl 47,2).
“Como nos contaram, assim o vimos na cidade do Senhor dos exércitos, na cidade de nosso Deus; Deus a sustenta eternamente” (Sl 47,9).
“Será dito de Sião: “Um por um, todos esses homens nela nasceram; foi o próprio Altíssimo quem a fundou” (Sl 86,5)”.
“Cantai ao Senhor um cântico novo, ressoe o seu louvor na assembleia dos fiéis” (Sl 149,1).
“Alegre-se Israel em seu criador, exultem em seu rei os filhos de Sião” (Sl 149,2).
“Entrai cantando sob seus pórticos, vinde aos seus átrios com cânticos; glorificai-o e bendizei o seu nome” (Sl 99,4).
“Então, anunciarei vosso nome a meus irmãos, e vos louvarei no meio da assembleia” (Sl 21,23).
10. Na comunhão dos santos.
“Sou amigo de todos os que vos temem e dos que seguem vossos preceitos” (Sl 118,63).
“Jerusalém, cidade tão bem edificada, que forma um tão belo conjunto!” (Sl 121,3).
11. Na remissão dos pecados.
“Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa” (Sl 31,5).
“Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia  apagai a minha iniquidade” (Sl 50,3).
“Sim, minha culpa eu a confesso, meu pecado me atormenta” (Sl 37,19).
“Feliz aquele cuja iniquidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido” (Sl 31,1).
“E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniquidades” (Sl 129,8).
12. Na Ressurreição da carne.
“O Senhor é a minha força e o meu escudo! Por isso meu coração exulta e o louvo com meu cântico” (Sl 27,7).
“Ó Deus, vós sois o meu Deus, com ardor vos procuro. Minha alma está sedenta de vós, minha carne por vós anseia como a terra árida e sequiosa, sem água” (Sl 62,2).
“Se me ponho a conta-los, são mais numerosos do que a areia. Quando desperto ainda estou contigo” (Sl 138,18 = Vulgata).
13. Na vida eterna.
“Como são amáveis as vossas moradas, Senhor dos exércitos” (Sl 83,2).
“Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei contemplar a face de Deus?” (Sl 41,3).
“Mas eu, confiando na vossa justiça, contemplarei a vossa face; ao despertar, irei saciar-me com a visão de vosso ser” (Sl 16,15).
“Vós me ensinareis o caminho da vida, há abundância de alegria junto de vós, e delícias eternas à vossa direita” (Sl 15,11).
“Eles se saciam da abundância de vossa casa, e lhes dais de beber das torrentes de vossas delícias” (Sl 35,9).
“Vossos desígnios me conduzirão, e por fim, na glória me acolhereis” (Sl 72,24).
“Felizes os que habitam em vossa casa. Senhor: aí eles vos louvarão para sempre” (Sl 83,5).
“Exultem os fiéis na glória, alegrem-se em seus leitos” (Sl 149,5).
“A voz do Senhor retorce os carvalhos, desnuda as florestas”. Em seu templo todos bradam: “glória”! (Sl 28,9).

Pe. Pedro Maria

domingo, 6 de janeiro de 2013

Designios de Deus


Maria no desígnio Divino

I - Nossa Senhora: predestinada ab aeterno.
“O Senhor me criou, como primícias de suas obras, desde o princípio, antes do começo da terra. Desde a eternidade fui formada, antes de suas obras dos tempos antigos. Ainda não havia abismo quando fui concebida, e ainda as fontes das águas não tinham brotado”.
“Maria é o termo fixado pelo Eterno Conselho”. (Dante – Divina Comédia).
“Maria foi predestinada para ser a principal obra de Deus, a primeira dentre todas as criaturas”. ( Cornélio A Lápide – Teólogo Jesuíta).
II - Características da predestinação de Maria: Maria ocupa o primeiro lugar no coração de Mãe.
a) Predestinação Anterior a de todos:
“Saí da boca do Altíssimo; a primogênita antes de todas as criaturas” (Eclo 24,5).
“Com um só e mesmo decreto da Encarnação da divina Sabedoria, Maria fora predestinada”
- Papa Pio IX na Inefabilis Deus – 8.12.1854
b) Predestinação Causativa: Sendo predestinada a ser a Mãe do Salvador, tornou-se Maria a Mãe de nossa Salvação:
“Salva o filho de tua serva (Sl 85,16)”.
Santo Irineu (século II) diz: “Por sua obediência, Maria tornou-se CAUSA DE SALVAÇÃO (“causa salutis”) para si e para todo o gênero humano”.
c) Predestinação gratuita: Está fora da esfera do mérito, pois a maternidade de Maria pertence a ordem hipostática, causa e origem das graças.
d) Predestinação singular.
III – Redenção de Maria:
Diz a Igreja: “Maria foi redimida de modo sublime em vista dos méritos de seu Filho” (Lumen Gentium, 53 – de 21.11.1964).
- Redenção liberativa: levantar-se após a queda (a nossa).
- Redenção preservativa: nunca houve queda (a de Maia SSma).
Imaculada Conceição
Gn 3,15; 6,3; Est 15,13; Ct 2,2; 4,7; Pr 8,24; 31,29; Ct 4,12; 6,10 (9); Lc 1,28; 1,42; Ap 12,14; Ct 6,9 (8).
IV – Desígnio eterno de Deus: Maria Mãe de Deus
“Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará ‘Deus Conosco’ (Is 7,14)”.
“Eis que o Senhor criou uma coisa nova sobre a terra: É a esposa que cerca, de cuidados, o esposo” (Jr 31,22b).
“Mas tu, Belém-Efrata, tão pequenina entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel. Suas origens remontam aos tempos antigos, aos dias do longínquo passado. Por isso, (Deus) os deixará, até o tempo em que der à luz aquela que há de dar à luz. Então o resto de seus irmãos voltará para junto dos filhos de Israel. Ele se levantará para (os) apascentar, com o poder do Senhor, com a majestade do nome do Senhor, seu Deus. Os seus virão em segurança, porque ele será exaltado até os confins da terra” (Mq 5,1-3).
a) “Maria, Mãe do Criador e das criaturas”.
b) “Maria, Mãe do Redentor e dos redimidos”.
c) “Maria, Mãe da Cabeça (Cristo) e dos membros” (cristãos).

Pe. Pedro Maria

 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

De fé para fé



A fé é a primeira, mas a menor das três virtudes teologais (fé, esperança e caridade). Ela é pequena até mesmo na grafia; mas, mesmo pequenina do tamanho de um grão de mostarda, tem o poder de Deus em todo aquele que crê no Senhor Jesus Cristo, de todo o coração. Mesmo assim, o amor é que a fundamenta, desde o princípio de vida espiritual até ao final de nossa vida sobre a terra; quando, no céu, a fé será substituída pela visão beatífica.
São Paulo nos ensina que o importante, em Cristo Jesus, é a fé que opera pela caridade (Gl 5,6). Por isso, a caridade é das três virtudes, a maior de todas; porque, na vida eterna, é a única que permanece; visto que é fruto do amor, a própria face do Espírito Santo em nossos corações; pois, “Deus é amor” (I Jo 4,8).
Que nos ensina S. Paulo?
- “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois para se achegar a ele é necessário que se creia primeiro que ele existe e que recompensa os que o procuram” (Hb 11,6).
A fé, no princípio da salvação, é a virtude de quem crê em Deus, a partir de sua palavra. Por isso o Senhor Jesus nos declara: “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” (Mc 16,16).
Então, examinando as Escrituras Sagradas, cremos em Deus; mas, é pelo batismo do Espírito Santo que recebemos o selo da promessa do Pai Eterno. (Ef 1,13).
Assim, foi a partir desse momento que ingressamos na plenitude do Senhor Jesus Cristo. (Jo 1,16-17).
Não foi desse modo que aconteceu com o Senhor Jesus, logo após o seu batismo no Rio Jordão? Na verdade, quando ele saía das águas, o Espírito Santo desceu sobre ele, revestindo-o da graça, dos dons, dos carismas, das virtudes e dos frutos do amor do Pai.
Então, os céus se abriram e, o Pai Eterno revelou-o e o apresentou a toda a humanidade, dizendo: “Este é o meu Filho muito amado, em quem ponho minha afeição” (Mt 3,17).
Ora, como a fé é o fundamento da esperança (Hb 11,1), Deus, em virtude da nova filiação de seus escolhidos (Gl 4,5-6), tornou-nos herdeiros de Deus e   co-herdeiros de Cristo (Rm 8,15).
- “E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).
Então, que devemos fazer?
Sermos participantes da herança reservada aos santos (Tt 3,4-7); revestir-nos da caridade, que é o vínculo da perfeição. (Cl 3,14). Então, desse modo, seremos transformados pela renovação do nosso espírito,  revestidos do homem novo criado por Deus, em verdadeira justiça e santidade. (Ef 4,23-24).
 “A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará” (I Cor 13,8).
Assim, a fé, no princípio, é a virtude dos que creem em Deus, que é a Verdade Eterna; em Jesus Cristo, que é a Fidelidade Suprema, fonte da sabedoria no céu e na terra; e no Espírito Santo, que é a Bondade Infinita.
“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus...” (Jo 1,12-13).
A fé inicial é a que nos leva a acreditar no Deus Todo-poderoso criador do céu e da terra e de tudo quanto neles há. Essa é a fé que nos conduz ao amor primeiro, que afervora e abrasa nossos corações.
“Dizia então um para o outro: Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?” (Lc 24,32).
Diz-nos Santo Agostinho que, quando lemos a palavra de Deus, é Deus que fala conosco e, quando oramos, somos nós que falamos com Deus. Ora, é nesse escutar e falar com Deus que nossa fé se torna poderosa, infinitamente, de maior força do que a alavanca de Arquimedes: não removerá somente a terra, mas nossos corações, para transformá-los em templos de Sua morada.
Essa fé do princípio de nossa conversão; é a que nos leva ao entendimento do Pai e do Filho – Jesus Cristo –, ao autoconhecimento de si próprio e do próximo, que nos conduz, a partir da palavra de Deus, sob a direção amorosa do Espírito Santo. (Rm 8,14.16).
 “Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos:” (Sl 31,8a); “pois, quem vos tocar, toca a menina dos meus olhos” (Zc 2,8 = Vulgata e Zc 2,12 = Ave-Maria).
A fé confiante é a de quantos confiam plenamente em Deus.
“O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo?” (Sl 26,1).
“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8,31).
“Tudo posso naquele que me conforta” (Fl 4,13).
“Quem nos separará do amor de Cristo?” (Rm 8,35a).
A fé operante é a que nos santifica através das obras.
Ela nos santifica, na medida em que vivenciamos os carismas do Espírito Santo.
A um é dado pelo Espírito uma palavra de sabedoria; a outro uma palavra de ciência, por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro a graça de curar os doentes, no mesmo Espírito; a outro o dom de milagres; a outro, a profecia; a outro, o discernimento dos espíritos; a outro, a variedade de línguas; a outro, por fim, a interpretação das línguas. Mas um e o mesmo Espírito distribui todos estes dons, repartindo a cada um como lhe apraz.
“O que importa é a fé que opera pela caridade” (Gl 5,6). A caridade do Amor do Pai e do Filho é o vínculo de perfeição e santidade da nossa fé que tudo realiza segundo a vontade de Deus.
Desse modo, a confiança que depositamos nele é esta: “em tudo quanto lhe pedimos, se for conforme a sua vontade, ele nos atenderá”. “E se sabemos que ele nos atende em tudo quanto lhe pedimos, sabemos daí que já recebemos o que pedimos” (I Jo 5,14-15).
É por isso que o Senhor Jesus Cristo nos ensina dizendo:
“Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o alcançareis” (Mt,21,22).
Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crendo que o tendes recebido, e ser-vos-á dado. (Mc 11,24).
Disse-lhe Jesus: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá” (Lc 17,6). 
Bom é vivermos de fé em fé; pois, o justo vive da fé! 

João C. Porto

domingo, 16 de dezembro de 2012

Feliz Natal!...


Feliz Natal!...

Natal feliz é um Natal de felicidade, com o Senhor Jesus Cristo nascendo e crescendo nos corações das famílias Inteiras, onde mora o Natal do amor que nos foi dado: o Espírito do Pai e do Filho.
Desejamos neste Natal do Senhor Jesus, um Natal de Justiça, de paz e alegria no Espírito Santo ao mundo inteiro, principalmente àqueles que buscam, através da fé, da esperança e da caridade, entrar no caminho da porta estreita. (Mt 7,13):
- Feliz Natal aos que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus!
- Feliz Natal aos que choram, porque serão consolados!
- Feliz Natal aos mansos, porque possuirão a terra!
- Feliz Natal aos que têm fome e sede de Justiça, porque serão saciados!
- Feliz Natal aos misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!
- Feliz Natal aos puros de coração, porque verão a Deus!
- Feliz Natal aos pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus!
- Feliz Natal aos que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus!
- Feliz Natal aos que são falsamente caluniados por causa do nome do Senhor Jesus Cristo, porque experimentarão as alegrias dos santos!
Feliz Natal ao universo inteiro: as estrelas, ao sol, a terra e a lua!...
Feliz Natal a tudo quanto existe sobre a terra e respira o hálito do dom da graça de Deus!
Feliz Natal a todos os irmãos em Cristo Jesus, a todos os amigos, inclusive ao seguidores do blog “Poço de Jacó” e a quantos visitam suas páginas (www.jcarvalhoporto.blogspot.com).
Feliz Natal a todas as criancinhas que se encontram nos braços do Senhor Jesus Cristo. (Mt 18,3).
Feliz Natal a Igreja Una, Santa, Católica e Apostólica e as demais Igrejas que, no mundo inteiro, conjuntamente e harmoniosamente pregam conosco a palavra de Deus com justiça, misericórdia, fidelidade e desprendimento de riquezas terrenas. (Mt 23,23).
Finalmente, Feliz Natal de um Natal feliz para todos!
“Gravai, pois, profundamente em vossos corações e em vossas almas estas minhas palavras; prendei-as às vossas mãos como um sinal, e levai-as como uma faixa frontal entre os vossos olhos” (Dt 11,18).
Feliz Natal para a humanidade inteira!...

João Porto e Zuleica Porto

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Poder da Oração


ORAÇÃO DE PODER

Todos os que nascem da vontade de Deus têm o poder de Deus ao seu alcance; porque são templos de Deus, sacrários do Espírito Santo – amor do Pai e do Filho –, que tudo crê tudo espera, tudo suporta e tudo opera, na vontade e poder do Todo-poderoso, Senhor Javé.
“Mas a todos aqueles que o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (Jo 1,12-13).
Como podemos observar, os que estão no Senhor Jesus Cristo são novas criaturas; pois nasceram da água e do Espírito. (Jo 3,5).
São filhos e filhas de Deus que renovaram sem cessar o sentimento da sua alma, e, por isso, estão revestidos do homem novo, criado à imagem de Deus, em verdadeira justiça e santidade. (Ef 4,23-24).
São pessoas, profundamente, amadas de Deus (Rm 1,7), que em o nome do Senhor Jesus Cristo já não se conformam com a secularização dos tempos, mas, transformaram-se pela renovação do seu espírito; isto é, mudaram de vida e de mentalidade; para que possam discernir qual seja a vontade de Deus, o que é bom, o que lhe é agradável e o que é perfeito. (Rm 12,2).
Na verdade, os verdadeiros filhos e filhas de Deus, vivem na graça e da graça da plenitude do Senhor Jesus Cristo. (Jo 1,16). Têm o coração circuncidado (Rm 2,29), e são autênticos templos do Espírito Santo (I Cor 3,16; 6,19-20).
Todos, eles e elas, pelo batismo, estão revestidos de Cristo (Gl 3,27). E já não são eles que vivem, falam e operam, porque é Cristo neles (Gl 2,20). Por isso, a oração, da fé dessas pessoas é, na verdade, de poder, conforme nos ensina o Senhor e Salvador Jesus Cristo.
“Tudo o que pedirdes com fé na oração, vós o recebereis” (Mt 21,22).
Por isso vos digo: “Tudo o que pedirdes na oração, crendo que o tendes recebido, ser-vos-á dado” (Mc 11,24).
Disse-lhe Jesus: “Se podes alguma coisa!... Tudo é possível ao que crê.” (Mc 9,23)
Convenhamos, irmãos, o poder da oração é a nossa fé! Por isso,  a palavra de Deus nos diz: “Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esta amoreia: “Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Lc 17,6)”.
Existe até um tipo  “midrash” muito interessante: “Um jovem foi ao convento aconselhar-se com um monge sobre a oração de poder”. O monge, ao final de sua catequese, disse ao jovem: “Meu filho, o poder da oração é a nossa fé”! Você está vendo aquele rochedo? Estou, sim, disse o jovem! Então, se você tiver fé e disser aquele rochedo: Vem para cá, ele virá. Nesse instante o rochedo começou a se deslocar em sua direção. Então, o monge disse ao rochedo: “Volte para seu lugar, eu estou dando, apenas, um exemplo!”
Ora, o Espírito Santo nos foi dado gratuitamente!... Ele é a direção amorosa dos filhos e filhas de Deus.    (Rm 8,14.16; Sl 31,8).
“e a esperança não trás engano, porque a caridade de Deus está derramada em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5).
“Ora, nós não recebemos o espírito deste mundo, mas sim o Espírito que vem de Deus, para conhecermos as coisas que por Deus nos foram dadas” (I Cor 2,12).
Não é verdade: O homem espiritual julga todas as coisas e não é julgado por ninguém, pois tem o pensamento de Cristo. (I Cor 2,15-16).
Já me disseram: seu João, se a oração daqueles que vivem de fé para fé não é poderosa para alcançar as graças das quais necessitamos, que adianta orar?
Cuidado, doutores da Igreja!... Teólogos, sacerdotes e leigos; vós todos que em canal de televisão dizeis que não há oração de poder!... A grande maioria de pessoas simples e de pouco conhecimento das coisas santas, vivem da fé que cura e liberta e, por isso, os leva a crer no poder de Deus, ou seja, oração forte e de poder dos  corações de quantos  O amam sob o influxo do Temor de Deus. A respeito dessa realidade, o Deus de Israel manifesta-se na oração de poder de seus filhos e filhas amados:
  “Então tua luz surgirá como a aurora, e tuas feridas não tardarão a sincretizar-se; tua justiça caminhará diante de ti, e a glória do Senhor seguirá na tua retaguarda. Então às tuas invocações, o Senhor responderá, e a teus gritos dirá: Eis-me aqui!”
Que não sejais culpados da perdição dos pequeninos do Senhor; pois eles creem na oração de poder. Alguns já começaram demonstrar intranquilidade diante do que vós dizeis: “Não existe oração de Poder”!... O Senhor e Salvador Jesus Cristo e seus apóstolos não quebraram o “caniço rachado” nem apagaram a “mexa que ainda fumega”!... Vós, porém, não recebestes o múnus de Cristo? Como sois capazes de pensar diferentemente do pensamento de Cristo?
Vejam o que São Boaventura disse a um dos seus: “Uma velha, pobre e ignorante, pode amar mais a Deus do que o maior de todos os teólogos da Igreja”.
Devemos, pois ter amor aos “pequeninos”, amados do Senhor, e tudo medir e falar com a linguagem do seu entendimento:
“Toda dádiva boa e todo dom perfeito vêm de cima: desce do Pai das luzes, no qual não há mudança, nem mesmo aparência de instabilidade. Por sua vontade é que nos gerou pela palavra da verdade, a fim de que sejamos como que as primícias das suas criaturas. Já o sabeis, meus diletíssimos irmãos:  todo homem deve ser pronto para ouvir, porém, tardo para falar e tardo para se irar; porque a ira do homem não cumpre a justiça de Deus.” (Tg 1,17-20).
Vejamos como o Senhor, nosso Deus, é profundamente bom:
“Eu repreendo e corrijo aqueles que amo. Reanima, pois o teu zelo e arrepende-te” (Ap 3,19)
“Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17,7).
Porventura não vos lembrais mais do conselho de Gamaliel, no Sinédrio? (At 5,34-40).

João C. Porto